segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Porto Mediterrâneo coloca em prova 15 novos vinhos.


Meninas e meninos,
Semana passada, o amigo Francisco, ou melhor, Chico nos convidou, alguns amigos blogueiros e eu, para uma tarde das mais proveitosas em matéria de degustação de vinhos.
Sem pressa, no meio da tarde, encaramos o desafio de encontrarmos o vinho que mais nos agradara, tendo em vista serem todos eles tecnicamente muito bem feitos.
A Porto Mediterrâneo Importadora que tem um portifólio dos mais competentes, com preços para todos os bolsos e paladares idem, acabava de receber um lote de 15 novos achados espanhóis, e queria a nossa opinião, ou ao menos, que os degustássemos e apreciássemos.
Os vinhos das regiões:
1-Rioja Alta-Viñedos de Ternero- e seus Miranda 2005 e Miranda Crianza 2005
2-Ribera Del Duero-Lynus Vinedos e Bodegas-com o ótimo Lynus 2006 e o Pagos Del Infante Crianza 2006
3-Rioja- Bodegas Murua-com o fantástico Murua Blanco Fermentado em Barrica 2006;Aclys Crianza 2006e o Murua Reserva 2003
4-Rias Baixas-Bodegas Fillaboa e seus Albariño, Fillaboa 2009 e Selección Finca Monte Alta 2008.
5-Penedès- Parés Baltà – Mas Irene 2003; Pares Baltà Cava Brut Rose 2007; Indígena 2008; os ótimos Mas Elena 2008 e Calcari 2009.
6-Priorato-Pasanau-Pasanau La Morera de Monsant 2006 e 2003 e Pasanau Finca La Planeta 2005
Gostei de vários deles, modernos e atrativos em preços, mas dois me chamaram a atenção mais que os outros.
Dentre os brancos, o Riojano da Bodegas Murua- Murua Blanco Fermentado em Barrica 2006. Corte 50% Viura; 305 Malvasia; 20% Garnacha Blanca, fermentado em barricas por 7 meses, com 14% de álcool bem integrado com a acidez ótima, muito frutado no olfato e em boca, trazendo amêndoas e limão, algo floral(mel) e que me remeteu a pensar em uma caldeirada, um puchero, um bacalhau ao azeite.
Para os tintos empate entre dois vinhos da mesma bodega a Lynus.
Tanto o Pagos Del Infante Crianza 2006, como o Lynus 2006 são 100% Tempranillo, passam 12 meses em barril 80% americano e 20% francês.
Ambos têm 14,5% de álcool, mas o que diferem muito em olfato e retro-olfato é que o Lynus passa por barris de 1° e 2° usos, e o Pagos de 2° e 3°usos.
Ia dizendo que o Lynus faz mais meu gosto pessoal, mas o Pagos é mais moderno e tem tudo de que gosto, frutado, defumados em olfato e boca, acidez ótima, complexo e fácil de gostar, já o Lynus, mais sisudo, traz no olfato fumo de corda, ameixas e especiarias.
Querem saber, ambos são o máximo, não que outros tintos não o tenham sido.
Voltando ao tema calor, que tal o branco Murua Blanco Fermentado em Barrica, vale a pena, e pensando que a páscoa está chegando e bacalhau e vinho são inseparáveis...
Chico, Julio, aguardo outra destas com produtos da mesma grandeza.
Ao pessoal do Ráscal sempre com serviço adequado e simpatia, obrigado,e em especial ao Anderson, da equipe de sommeliers do amigo André, que nos atendeu.
Porto Mediterrâneo
http://www.portomediterraneo.com.br/
Até o próximo brinde!

Álvaro Cezar Galvão

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Vinho branco de cor amarelo dourado me lembrou o calor e não agüentei; degustei com prazer.


Meninas e meninos,
Dia destes, calor infernal como não víamos por aqui faz muito, pensei em degustar um vinho geladinho para refrescar, mas qual?
Olhei em minha adega, e me deparei com um bem dourado, alemão, da Dyade 52, cooperativa de Baden –Württemberg, da qual já falei de outros vinhos anteriormente.
Voltando a relembrar, que nunca é demais, Dyade vem do grego, e quer dizer união de duas partes, bem a propósito com relação ao estado de Baden-Württemberg, junção de duas províncias, Baden e Württemberg.
O vinho é o Pinot Grigio 2008, de Baden, cuja uva por lá também é conhecida como Grauburgunder.
Vinho para matar a sede, gostoso e fácil de beber, amarelo dourado, brilhante, abre-se em um leque aromático dos mais intensos, com muito floral (mel), mineral, frutas bem maduras, mas não cítricas, ao primeiro exalar.
Lembra também algo de amarguinho com o doce, que para quem já provou o doce de casca de laranja vai saber definir.
Também notei algum gás residual, agulhinhas finas que ajudam a torná-lo refrescante, mas que com o tempo de aberto de desfazem.
Em boca confirma o mel, as frutas bem maduras, o mineral está presente e o doce de casca de laranja também, mas sem nenhum laivo de amargor.
Aparecem depois de algum tempo, no olfato e retro-olfato, leve toque de cítricos, lembrando a casca da cereja, ou mesmo a maçã verde.
Ótimo como já disse para ser degustado solo, à beira da praia ou piscina, mas vai muito bem com entradinhas, canapés, torradinhas com ovas, salmão defumado em tirinhas, e porque não com algumas preparações da gastronomia japonesa, mas sem shoyo.
Também com massas, principalmente com frutos do mar, mas sem exageros em molhos brancos, amanteigados, lácteos, pois com seus 12,5% de álcool e acidez equilibrada, creio que não teria força para encarar o gorduroso e lácteo destes molhos.
Peixes de mar em várias preparações, mantendo o mesmo critério com relação aos molhos.
Quem importa este e outros vinhos alemães, é a Stuttgart sediada em Blumenau.
Stuttgart Importadora
http://www.stuttgart.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vinhos Domaine Clavel agradam.

Meninas e meninos,
Esta semana tive uma experiência pouco ortodoxa, em matéria de degustar vinhos.
Fui selecionado para provar vinhos do sul da França, mais especificamente Cotes du Rhône.
Quem estava incumbida desta tarefa, a Arlete Lewis, e por ser amiga dos produtores, me procurou querendo saber se estava disposto a degustar alguns vinhos que trouxera para uma primeira impressão, e que depois seriam o ponto de partida de uma primeira importação ao Brasil.
Claro que já passei por esta etapa em algumas situações, mas o local escolhido, até creio eu por ser mais economicamente viável, foi o stand de um lançamento imobiliário comercial.
Mas vamos ao que interessa, pois após algum tempo, chegaram dois amigos para a mesma tarefa, o Emilio Santoro do Portal dos Vinhos e o Evandro Silva da confraria e blog 2 panas.
Degustamos vários vinhos de algumas das linhas do Domaine Clavel, vinícola em Saint Gervais-Valée Du Rhône.
Linhas:
Régulus
Syrius
Cordélia
Lê Domaine Clavel
Les 100%
Como é sabido, os vinhos frescos e mais leves são de cortes com uvas da região como a Syrah; Grenache; Carignan; Cinsault para os tintos e Viognier e Roussane para os brancos.
Também têm Merlot e Chardonnay como varietais, mas estes não provamos.
Na linha Les 100% todos os vinhos provados e aprovados, já que é a linha mais top, todos são tintos e varietais.
Como ainda não os encontramos por aqui, vou me deter a falar sobre os que mais gostei:
-Régulus Cotes du Rhône Red 2007- com 13,5% de álcool e 50% Grenache ; 20% Syrah ; 15% Cinsault e 15% Carignan, perfumado, atraente, fresco e fácil de beber.
Les 100% Cotes du Rhône Villages Saint Gervais Reboussié Syrah 2005, potente, gostoso e frutado, com bom equilibrio.
Mas o que me chamou muito a atenção foi o branco Les Domaine Clavel Cotes du Rhône Saint Gervais White 2008, com 13,5 de álcool, 50% Viognier e 50% Roussane, equilibrado, muito aromático, não parava de demonstrar em taça aromas vários, de mel, de frutas maduras, de floral, baunilha do barril.
Em boca confirmava o frutado, o adocicado do mel, sem ser doce, longo, ótima acidez, o indicando para gastronomias variadas.
Bravo Arlete, mesmo sem saber nada de vinhos, segundo ela, a não ser degustá-los periodicamente, você cumpriu bravamente com sua missão.
Conte sempre comigo!
Domaine Clavel
http://www.domaineclavel.com/
Até o próximo brinde !

Álvaro Cézar Galvão

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Como Degustar Vinhos, por Jancis Robinson


Meninas e meninos
Normalmente tudo o que posto aqui, ou quase tudo, tem o meu testemunhal.
Há determinados assuntos que eu não abro mão disso, principalmente quando se trata de degustações ou de vinhos, de cervejas, bebidas destiladas, cafés, gastronomias e com as viagens, mas em outros, e dependendo da indicação, não vejo porque não fazer a coluna.
É o caso do lançamento de livros, os quais, quando conheço o conteúdo, o autor, ou me são indicados, escrevo sobre eles, não opinando, mas indicando ser uma literatura digna de se ter ao alcance das mãos e estudos.
Pois bem, agora vejo que a degustadora e crítica de vinhos, Jancis Robinson, que como eu, tem formação acadêmica muito diversa do trabalho com vinhos, eu engenheiro, ela filósofa, reconhecida mundialmente como personalidade no assunto, está, através de uma editora de respeito, lançando um livro que acredito possa ajudar em muito aos iniciantes e amantes dos vinhos.
Eu, em breve o lerei, podem ter a certeza!
Vejam release:
UM LIVRO PARA OS SEDENTOS
Como Degustar Vinhos guia escrito por uma das maiores autoridades mundiais em vinhos, a inglesa Jancis Robinson, consultora oficial da adega do Palácio de Buckingham e primeira enóloga fora do circuito de vinicultores a receber o prestigioso título de Master of Wine, em 1984.
Abrangente, o livro passeia pela história do vinho, esclarece como fatores diversos (do clima ao tamanho da garrafa) agem sobre o sabor e revela truques sobre como servir e beber, a fim de que a pessoa consiga extrair o máximo de prazer de cada taça. Tudo isso é acompanhado de uma série de exercícios práticos, a maioria deles relacionados à arte da degustação. Mestra inventiva, Jancis chega a incluir algumas atividades heterodoxas para o leitor-aprendiz testar seu paladar, como experimentar pasta de dentes ou sorver vinho em xícara.
Em cada exercício prático, a autora indica exemplos de vinhos próprios para a degustação sugerida – muitos deles podem ser encontrados com razoável facilidade e, quando possível, são listados exemplares não muito caros. Segundo Jancis, tais exercícios permitem que o leitor, já à altura do meio do curso, consiga distinguir um Chardonnnay de um Sauvignon Blanc, por exemplo. Não por acaso, o livro dedica atenção especial ao fator mais importante e reconhecível da degustação: a variedade da uva predominante do vinho. O trajeto pelas matérias-primas começa pelas uvas que fazem o vinho branco, adentra pelo mundo dos tintos e se estende pelo universo dos espumantes e dos vinhos fortificados, como o porto.
Ao longo dessa viagem, o leitor é convidado a provar diferentes rótulos da mesma variedade de uva – para, no passo seguinte, experimentar exemplares produzidos em climas muito diferentes, por exemplo. Demonstrações sobre como determinadas combinações de pratos e vinhos não funcionam, sugestões para futuros exercícios de degustação e um sintético glossário que decifra o jargão dos enólogos para os leigos completam a obra.

Título: Como degustar vinhos
Autor: Jancis Robinson
Editora: Globo
Site: http://www.globolivros.com.br/
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Mendel Wines produz vinhos de respeito.


Meninas e meninos,
Estive a convite da Expand e Bar des Arts Itaim, em uma degustação das mais interessantes, uma vertical dos vinhos Mendel, um Malbec Agentino, com safras de 2004; 2005; 2006; 2007; 2008.
Esta vertical só foi possível graças ao amigo e enoblogueiro Cristiano Orlandi, porque tinha em sua adega particular as safras mais antigas deste ícone Argentino, que tem como sócio do empreendimento o famoso enólogo Roberto de La Mota, que em 2003 com uma família de vinhateiros argentinos, comprometidos com a produção do que há de melhor em qualidade.
Com vinhedos muito antigos, a Malbec tem cerca de 80 anos, ainda plantadas em pé franco, além da Cabernet Sauvignon, e recebendo a irrigação por canais que inundam as parreiras, a vinícola está localizada em Perdriel com altitudes variando de 900 a 1000 m, em Luján de Cuyo.
Mesclando métodos sofisticados e modernos, com os ancestrais e manuais modos de vinificação, o resultado se faz sentir na quantidade de premiações que os vinhos receberam.
Na média toda a linha Mendel estagia em barris de carvalho francês ao redor de 12 meses.
Como bom filho de mineiro, claro que cheguei antes de todos e juntamente com a amiga Ana Rita, sommelier do grupo Expand, enquanto degustava um Prosecco Fontini Treviso, D.O.C, resolvemos tornar a degustação mais interessante, colocando os vinhos às cegas para todos.
Foi muito interessante e divertido verificar as análises que cada um de nós fazia e suas considerações sobre os vinhos sem sabermos suas safras.
Uma constatação se fez notar: Os vinhos, independentemente da sua safra, não demonstram na coloração sua idade, são muito parelhos, dando a entender o cuidado que a vinícola tem com sua matéria prima, e também a pouca mudança climática, pluvial e intervencionista ao qual as parreiras são submetidas.
A degustação, após a apuração, revelou que a maioria preferiu o vinho, eu dentre eles, e que mais tarde ficamos sabendo ser o mais antigo, o 2004, tendo também tido na maioria o acerto quanto à sua safra.
Minha observação sobre ele, é que a cor em nada deixava transparecer a idade, mas no nariz, algo de frutas bem maduras cozidas, como os doces apurados em tachos, em boca os taninos mais aveludados e comportados, mas ainda presentes, acidez média, e um certo terciário como torrefação de café, me deram a “certeza” de ser a safra 2004.
Minha segunda preferência recaiu sobre a safra de 2008, que se apresentou aberta, com olfato floral e cítrico, confirmados em boca, alcaçuz, um toque mentolado sutil, e acidez muito marcada.Apesar disso, não acertei a safra, que achei ser mais antiga!
Mas o que importa isso se o vinho foi o meu segundo em preferência? Não é isso o que interessa no frigir dos ovos? Quer expressão mais mineirinha?
As safras de 2006 assim como a de 2005 dentro do leque frutado apresentavam figos no olfato, confirmando em boca os frutados, algo floral, talvez mel, com boa acidez e taninos presentes, mas macios.
Restando a safra de 2007, esta foi a única que me apresentou certo herbáceo no olfato, vindo muito fechado, o vinho demorou mais que os outros para mostrar sua exuberância olfativa.
Toda a linha apresenta graduação alcoólica em torno dos 14%, sendo até nisso muito igual.
Após a lúdica e instrutiva degustação, fomos brindados com um jantar, regado ao vinho Mendel Unus 2007, um corte de Malbec 70% e Cab Sauvignon 30%, vigoroso, corpo mais denso, frutado e equilibrado.
Entrada Mista do Chef-bouquet de todos os verdes, palmito e tomates
Prato principal-Medalhões de filet ao molho de mostarda de Dijon e batatas sauté
Sobremesa-Frutas da estação
Otávio Piva, que gentilmente compareceu ao nosso encontro, além do jantar, ainda nos brindou na saída com o Prosecco Fontini Valdobbiadene D.O.C.G.
Estiveram no encontro além das eficientes e lindas Ana Rita Zanier, Eliane e Adriana Fernandes da Expand, os enoamigos blogueiros do vinho, incluindo o Cristiano Orlandi, já citado:
Marcelo Di Morais http://marcelodimorais.com
Alexandre Frias http://www.diariodebaco.com.br
João Filipe http://vinoesapore.wordpress.com
Expand
http://www.expand.com.br/
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Maxime Blin não teme produzir Champagnes que levam seu nome no rótulo.

Meninas e meninos,
Dias quentes como estes que estamos atravessando, pedem bebidas refrescantes, que possam ser degustadas geladinhas, e nada melhor do que os espumantes para isso.
Melhor ainda se estes espumantes forem produzidos na região demarcada de Champagne, aí não há como negar, é uma bênção.
Pois exatamente isso que os amigos da Vinea, a importadora, loja, boutique e bistrô nos preparou para apresentar Máxime Blin, produtor da região de Trigny, distante cerca de
10 Km de Reims.
Máxime, ainda muito jovem, é técnico em enologia e viticultura, e membro da quarta geração de uma família de vinhateiros e produtores, produz uma linha de Champagnes que levam seu nome nos rótulo, sinal de que sabe com certeza que os produtos são de máxima grandeza, pois não iria desrespeitar o nome familiar ancestralmente ligado aos vinhos.
Em sua propriedade de 12 ha, cultiva as três uvas permitidas pela regulamentação da AOC Champagne, que são as Pinot, Noir e Meunier e a Chardonnay, pela ordem com 50%; 35% e 25% da produção.
Máxime não compra uvas de terceiros, somente se utiliza as produzidas por ele, portanto sua produção nesta extensão cultivada não ultrapassa as 100.000 garrafas/ano.
Degustamos 5 Champagnes:
1-Champagne Grande Tradition, corte de 90% Chardonnay e 10% Pinot Noir, bem clarinha, com perlage abundante e explosivo, aliás, característica de todos os vinhos provados, 12% de álcool.
Floral, algo de doce no olfato(talvez uma baunilha), acidez marcada.
2-Champagne Brut Carte Blanche, um blanc de noir, com 80% Pinot Noir e 20% Pinot Munier, quase um dourado acobreado, o intenso perlage, floral e frutas maduras no olfato, corpo mais marcado que o anterior, em boca confirma o frutado, algo de padaria bem sutil, para dizer a verdade, para o meu paladar, um show, ótimo vinho.
3-Champagne Millésime 2002, mesmo corte do Carte Blanche, já mais envelhecido, ainda potente e delicado, 12% de álccol.
4-Champagne Cuvée Máxime, corte de Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, com 33% cada uva, 12% de álcool como os outros, mas a meu ver mais cítrica, tanto em boca como no olfato, com floral delicado excelente para harmonizações várias.
5-Champagne Brut Rose, 100% Pinot Noir, cor salmão, sutil adocicado no olfato e na boca, apesar de brut, o adocicado é devido ao frutado e não ao açúcar residual, 12% de álcool, este também ótimo pra enogastronomia, pois é um vinho fácil de gostar e de combinar com gastronomias, desde a entrada até o final, a sobremesa, não sendo evidentemente algo muito adocicado.
Tarde quente, almoço bem leve e fresco também, perpetrado pela Chef Gabi Rabelo, da Vinea Wine Bar, e que teve como entrada uma salada de folhas com tartar de salmão, que harmonizou bem com o Rosée, com o Grande Tradition e com o Cuvée.
Prato principal, Casarecce, massa italiana de grano duro, com salmão defumado, sourcream e ovas com azeite aromatizado a limão Siciliano, que ficou espetacular com o Rossé, com Cuvée (o mais cítrico deles) e com o fantástico Carte Blanche.
Pena que tinha outro compromisso à minha espera, pois a tarde quente pedia mais Champagne Máxime Blin, que são importados pela Vinea com exclusividade.
Outra grande sacada de mestre do amigo Walter & Cia, é que o Carte Blanche, meu preferido, também é encontrado em meia garrafa, ideal para acompanhar uma refeição quando se está só ou em duas pessoas, e para levar à praia e à piscina, que ninguém é de ferro com este calor. Já pensou na inveja dos outros isopores recheados de caipirinha?
Vinea
11 3059-5200 –loja
11 3059-5205-televendas
http://www.vinea.com.br/
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Restaurante PianoPiano, um sonho realizado.


Meninas e meninos,
Meu querido amigo Chef Felipe Cilli, apesar de já ter tido sob seu comando algumas das cozinhas e serviços gourmet dos mais conceituados, tinha um sonho, que nunca deixou de lado: ter seu próprio restaurante, onde pudesse exercitar com amplitude seus devaneios e alquimias gastronômicas.
Pois bem, agora temos este lugar, onde o Chef prepara com muito esmero suas delícias.
Quinta-Feira passada, em uma descontraída e gostosa reunião com amigos da mídia, quando além da bela gastronomia, nos descontraímos e rimos à farta, fizemos uma pré estréia, e com um menu degustação, que consta do cardápio da casa.
-Antispasti Italiani- com sardella e alicela, abobrinha marinada, focaccia....
-Per Iniziare
Insalata della Mama, com rúcula, figo fresco, presunto San Danielle e vinagre balsâmico.
- Primo Piatto
Agnelotti di Vitelo, massa recheada de vitelo e mostarda de Cremona ao creme leite, simplesmente divina, com o agridoce da mostarda muito bem equilibrado com a acidez, a carne com tempero suave e a massa ao ponto certo.
-Secondo Piatto-
Ossobuco Milanese, ossobuco cozido em caldo italiano e vinho, acompanhado de risoto de açafrão, muito bom, cozimento na medida, firme, porém macio, e com o tutano íntegro para nos deliciarmos.O risoto ao ponto ajudou na harmonização com o vinho.
-Dolci- um menu degustação:
Tiramissu
Mascarpone caseiro com biscoito, café, vinho e cacau.
Crostata di Mele-massa frolla recheada de maçã quente
Dolci al Cioccolato-torta molhada de chocolate amargo e avelãs.
Como penso sempre em harmonização, e os vinhos, que foram generosamente cedidos para esta degustação especial comemorativa eram todos da Salton, de sua linha Premim Volpi, escolhi para a entrada e salada o espumante brut.
Para o primeiro prato, se tivéssemos o Gewurz seria show, mas o Volpi Merlot não fez feio. O ossobuco com o Volpi Cab Sauvignon.
Faltou o espumante Moscatel o mesmo o Demi-Sec para as sobremesas, mas os amigos da Salton, com seus ótimos Volpi, uma linha de excelente relação qualidade X preço, na ocasião, não sabiam do cardápio.
Sucesso meu amigo, recém pai, e não deixe de me avisar sobre as novidades.
Restaurante PianoPiano
Av Moema, 56-Moema São Paulo-SP.
11 5051-3053
http://www.restaurantepianopiano.com.br/
Foto-Mauro Holanda

Só para deixá-los um pouquinho enciumados, hoje almoço e jantar só com Champagnes dos mais nobres, e venha o calor!
Depois eu conto como foi.
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão