segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bodega Sur de Los Andes está na MS Import



Meninas e meninos,
Dando uma pausa nos ainda muitos vinhos que tenho, selecionados para posts, tanto da Expovinis, como no evento do IVDP, escrevo sobre quando estive em almoço no ótimo Restaurante Ávila, convidado pelas eficientes e belas meninas do Gabinete de Comunicação, junto a amigos da área, e degustei vinhos agora trazidos pela nova importadora, a MS Import, do empresário Marcos Simonsen, os rótulos da Bodega Sur de Los Andes.
A Bodega Sur de Los Andes está em Luján de Cuyo, em Mendoza, e obtém as uvas de uma finca familiar em Agrelo e de uma dezena de produtores de Vistalba, Valle de Uco e Medrano. Seus vinhedos têm idades que variam entre 7 a 70 anos,tendo orientação do jovem enólogo Pablo Durigutti, um dos mais importantes especialistas em Malbec e Bonarda de seu país.
Quase a totalidade da produção da Sur de Los Andes, hoje da ordem de 175 mil garrafas/ano, é exportada.
O objetivo da bodega é voltar-se um pouco mais para o mercado interno, chegando a uma proporção “ideal” de 75% para exportações e 25% para o mercado argentino, Guillermo Banfi, seu executivo, espera, ainda, aumentar sua produção para algo em torno de 350 mil garrafas/ano.
Economista, Guillermo em 2002, começou a trabalhar na vinícola do pai, e três anos mais tarde partiu para um negócio só seu, a Bodega Sur de Los Andes, tendo priorizado a produção de vinhos de boa relação preço x qualidade, das castas Malbec, Bonarda e Torrontés.
Degustei a linha Clássica de entrada, onde os rótulos têm cores diferentes para cada varietal, e depois os vinhos mais top, culminando com o que mais me agradou o Infinito, apesar de que o Malbec da linha de entrada é um ótimo vinho para a relação de preço x qualidade.
Começamos pelo
-SUR DE LOS ANDES TORRONTÉS 2010, um pouco mais aromático do que eu particularmente prefiro, mas equilibrado, sem amargor final, característica de muitos dos vinhos desta cepa.
Sur de Los Andes Malbec 2008, corte de 95% Malbec, 4% Bonarda, 1% Cabernet Franc, com mescla de terroirs, 60% da uva Malbec vêm do Valle de Uco(vinhedo com 10
anos), 20% de Medrano(20 anos) e 20% de Agrelo, Luján de
Cuyo(8 anos). As uvas Bonarda e Cabernet Franc vêm de
Agrelo, todos eles, vinhedos em Mendoza.
As altitudes dos vinhedos variam de 950 a 1.100 metros acima do nível do mar;
solos arenoso e argiloso; clima continental com poucas chuvas(250-300 mm ao ano).
Vinho muito bom, equilibrado em acidez e álcool, 14%, passa por madeira ao longo de 5meses, cerca de 30% do vinho, dando-lhe algo de complexidade e maciez, sem perder as muitas frutas no nariz, algo de amanteigado e aveludado. Taninos bem suaves, não é dos mais longos em boca, mas a proposta é a de ser um vinho jovem, fresco e isso ele consegue.
-SUR DE LOS ANDES BONARDA, 2008
Curiosamente tem pouco açúcar residual, em torno de 2,05 g/l, mas o que mais me pareceu doce na boca, creio que a interação com a madeira, mesmo processo do Malbec, e esta cepa, tenham agregado esta característica.
Não é pelo álcool de 13,8%, mas também pode ser pela acidez, ligeiramente menor que os outros tintos.
-SUR DE LOS ANDES BONARDA RESERVA 2008
Já um vinho com mais corpo e presença da madeira, 100% do vinho fica durante 5 meses em carvalho francês e americano.
Álcool 14,2%
-SUR DE LOS ANDES MALBEC GRAN RESERVA 2007
Uvas 90% Malbec e 10% Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc
Vinhedos 50% da uva Malbec vêm de Agrelo(970 m de altitude) e 30%
de Vistalba(1.020 m), vinhedos em Luján de Cuyo, e 20% de
San Carlos, Valle de Uco(1.130 m). Solos arenoso e argiloso; clima continental com poucas chuvas (250-300 mm ao ano)
Após a fermentação, 100% do vinho fica durante 10 meses em barris de carvalho francês e americano.
Com álcool de 14,5%, este vinho é mais floral que o Sur de Los Andes Malbec, com especiarias e um tanino daqueles que particularmente me agradam, se mostrando ainda, dizendo-nos que podemos esperar deste vinho em garrafa.
Equilibrado, é bem gastronômico, harmonizando-se com grelhados, massas com molhos mais densos e queijos amarelos como o Grana-Padano.
-SUR DE LOS ANDES INFINITO CORTE 2006
Uvas 60% Malbec; 20% Cabernet Sauvignon; 10% Cabernet Franc;
10% Bonarda
Vinhedos Malbec de Agrelo e Valle de Uco: Cabernet Sauvignon de Valle
de Uco, Cabernet Franc e Bonarda de Agrelo. Solos arenoso e
argiloso; clima continental com poucas chuvas(250-300 mm ao ano).
De todos os rótulos degustados o que mais gostei, sendo que as uvas foram colhidas mais tardiamente do que as outras dos outros rótulos em ao menos uma semana, tendo uma produção entre 5.000 kg/ha e 6.500 kg/ha.
Não sofre filtragem, os cuidados com a seleção e prensagem são mais extremados, e após a fermentação, 100% do vinho fica durante 15 meses em barris de carvalho francês e americano.
Álcool de 14,6% equilibrado com acidez e taninos, e estes estão ali se mostrando, gostosos, próprios para uma boa carne vermelha braseada, assada em forno e também com molhos, pois tem álcool e taninos para enxugar a suculência e gorduras.
Sem demasiada madeira no olfato, com chocolate, café, algo de couro, frutado, lembrando ameixas e outras frutas vermelhas bem maduras, sutil floral, longo e com especiarias no retro-olfato.
Eu, recomendaria servi-lo em torno dos 18º, não mais do que isso, e se possível abri-lo com antecedência ou mesmo decanta-lo para que seus aromas se mostrem mais de pronto.
São feitas apenas 5000 garrafas por ano, pois cada safra utiliza um corte das melhores uvas disponíveis, podendo variar de ano para ano.
Não costumo colocar preços, sabem disso, pois assim creio ser mais interessante, sabendo todos, que só descrevo o que degusto e, além disso, do que gosto, mas os preços da MS, valem ser conferidos.
Por exemplo, este rótulo que mais me agradou custa cerca de R$ 112,00.
MS Import
www.msimport.com

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

sábado, 7 de maio de 2011

Muscadellu, um Pétillant da Córsega acaba de chegar ao Brasil

Meninas e meninos,
Dia das mães, amanhã, dia 08/05/2011, e o que podemos servir em matéria de vinhos que possam aliar a festividade da data e o gosto das mamães pelos vinhos mais adocicados? Ao menos, lembro que a minha, quando viva só gostava dos mais “docinhos”.
Espumantes são sempre lembrados em datas festivas e comemorativas, eu, particularmente, faço uso destes para todas as ocasiões, as mais e as menos festivas, pois nada melhor para nosso clima tropical, de temperaturas médias acima dos 25º ao longo de nosso imenso território, do que um espumante bem geladinho, claro, na medida certa.
Degustei recentemente, ao lado de uma linda mamãe, o Muscadellu Pétillant-Muscat Blanc,
Um vinho da Córsega, trazido pela Andréa, a mamãe em questão, e seu marido Thierry, pela empresa de ambos, a Empórios Sorio, uma importadora que trabalha com os vinhos desta região francesa.
Mas porque Pétillant?
Por causa da menor quantidade de gás carbônico contido no vinho, pois para ser chamado de espumante, ao menos teríamos que ter mais do que 4 atmosferas, os que têm menos, ao redor de 2atm e até menos, são os Frizantes, Frizantinos e o Petillant.
Não vi a ficha técnica, pois este produto acaba de chegar, e foi direto para a Expovinis, mas deve com certeza, até por causa de seu teor alcoólico 6,5%, ter sido vinificado tal como os Asti espumantes, ou seja, quando se atinge determinado grau alcoólico que o enólogo determina, o processo fermentativo é interrompido, resultando em uma quantidade menor de gás carbônico, já que a fermentação alcoólica não se processou totalmente, e um certo dulçor, resultado dos açúcares não fermentados e não transformados em álcool.
Apesar da menor quantidade de gás, ele se expressa lindamente na taça, aromas característicos das uvas aromáticas, com floral abundante(aquele mel que sentimos das flores do campo), frutas maduras que para mim variaram das cítricas até ao abricot, goiaba branca sutil, e uvas passas. Também observei leve mineral ao fundo, que parece ajudar seu dulçor se equilibrar com a acidez.
Confirma em boca o que olfato já mostrara.
Leve, álcool baixo, refrescante, sugiro degustá-lo um pouco mais resfriado que os espumantes mais alcoólicos, por volta dos 5ºC a 6ºC.
Por todas estas considerações, e lembrando do gosto preferencial de minha mãe, é que associei este vinho às homenagens para o dia das mães amanhã.
Mais um belo produto pra o dia das mães, são os Pétillants Lip’s de Muscat e Lip’s Rose de Pinot Noir
Empório Sorio
http://www.emporiosorio.com.br/


Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vinhos do Douro e do Porto para fechar a semana

Meninas e meninos,
Logo após a Expovinis, ao final de semana passado, tivemos uma grande mostra de vinhos do Douro e do Porto, promovida pelo IVDP-Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, cujo representante aqui no Brasil é o amigo Carlos Soares.
Organizado pela eficiente e linda Cristina Neves, o evento transcorreu durante a tarde e inicio de noite no Hotel Unique, com mais de 40 representantes de importadoras e também produtores interessados em colocar aqui no Brasil, os seus vinhos.
Vou começar falando de um produtor que ainda não tem importador, mas que pela qualidade de seus vinhos do Porto, em breve os teremos, ao alcance de nossas mãos.
C.da Silva(vinhos) S.A- Douro, Moscatel e Porto Dalva.
Vou escrever com todas as letras e em maiúsculas: VOCÊS TÊM QUE DEGUSTAR SEUS VINHOS!
Trouxeram Moscatel de primeiríssima linha, e os Portos Dalva que com um leque imenso de opções, ainda nos brindaram com os Brancos de idade como os Porto Dalva Dry White Reserva, e os 10 e 20 anos, o LBV 2005, o Vintage 2008, o maravilhoso Porto Dalva Colheita 1985, que pasmem, têm disponíveis as seguintes safras(1934; 1966; 1967; 1968; 1975; 1977; 1982; 1985; 1990; 1991; 1992; 1995; 1997; 1999 e 2000) como se não bastasse, os exemplares que mais me impressionaram, e pelo jeito concorrido que a mesa deles se encontrava, não foi só a mim, foram os Porto Dalva, Colheita 1952 e 1963 Golden White.
Néctares exuberantes, de dulçor equilibrado com acidez e álcool que é de 20%, muitas frutas, maduras e secas, casca de laranja confitada, floral(mel), especiarias de vários matizes, longos em boca, aqui o 1963 ganha um pontinho, mas também o 1952 tem 11 anos a mais certo?
São daqueles vinhos que não mais me sairão da memória, tenho a certeza.
A Elsa Couto, export manager da C.da Silva, aconselha que estes vinhos sejam servidos ao redor dos 12ºC a 13ºC para que tenhamos o máximo de suas características inefáveis.
Elsa e demais amigos, permitam-me assim chamá-los, a C.da Silva está de parabéns, raro é vermos uma quantidade de belos vinhos em uma vinícola só.
Não perco a oportunidade, de assim que possa, visitá-los, pois quero ver bem de perto a história desta casa.
C. da Silva(vinhos)S.A
www.cdasilva.pt
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cilene Saorin em palestra filosófica, para quem gosta de beber na fonte as palavras e as cervejas.

Meninas e meninos,
Sei que está meio em cima da hora para fazer esta chamada(eu estava fora em um compromisso com os vinhos e a gastronomia), mas a faço porque vale muito a pena, e porque a recebi ontem à noite, vendo só hoje o e-mail da querida e linda amiga Cilene Saorin, e de verdade, não posso resistir.
Para quem gosta de cervejas, as bem feitas, com estilo e arte, além da técnica, a sessão de autógrafos e palestra Cerveja Filosófica-Degustação, Pensamentos e Literatura, é bom programa na certa e, imperdível( como um certo ex-ministro e “neolinguista”diria).
Vejam:
Sessão de autógrafos com Cilene Saorin (apresentadora do livro)

Quinta-feira, 5 de maio de 2011, às 19h
Palestra Cerveja Filosófica – Degustação, Pensamentos e Literatura
Com Cilene Saorin
Livraria Cultura Shopping Market Place
Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 Vila Cordeiro
São Paulo SP
Local: Auditório
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

quarta-feira, 4 de maio de 2011

TOP 10 eleitos na Expovinis



Meninas e meninos,
Tenho me dedicado a falar de alguns dos vinhos que degustei e gostei na Expovinis 2011, sejam eles lançamentos, sejam Brasileiros ou não, mas até agora não havia publicado a lista dos Top 10, que muitos já publicaram.
Não posso deixar meus leitores sem este post, por isso esperei bem mais que uma semana para faze-lo, para não ficar em mais um dos que publicam, e saliento que a Pizzato com seu DNA 99 2015 GANHADOR DO MELHOR TINTO “NACIONAL-(Brasileiro)”, e o Espumante Casa Valduga 130 da Casa Valduga como o ESPUMANTE “NACIONAL-(Brasileiro)” nos representam neste universo.
A KMM vinhos com dois classificados: TINTO NOVO MUNDO com o Jim Barry The Mcrae Shiraz 2005 e o Giaconda Nantua Vineyard Chardonnay 2005, classificado como BRANCO CHARDONNAY, fez bonito.
Alerto para o Morgado de Sta Catherina Bucelas Reserva Arinto 2008, que se for tão exuberante quanto seu Chardonnay, vale a pena conferir.
Segue abaixo o endereço para melhor visualização da postagem pela
Exponor
http://www.exponor.com.br/expovinis/top-ten-2011-2/

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

terça-feira, 3 de maio de 2011

Solera 1847 um Jerez que vale a pena degustar



Meninas e meninos,
Em se tratando de vinhos fortificados, sou sempre entusiasta, e degustei um, trazido pela Inovini,a divisão de vinhos da Aurora Importadora, que me agradou muito: o Jerez Oloroso Doce Solera 1847.
Para explicar um pouco sobre o Jerez, esta é uma das mais famosas regiões vinícolas da Espanha, fica mais próxima da costa atlântica, nas cercanias das cidades de Jerez de la Frontera, San Lúcar de Barrameda e El Puerto de Santa María, perto de Cadiz.

O Jerez é um vinho fortificado, ou seja, daqueles que recebem a adição de aguardente vínica, No Porto a aguardente é adicionada durante a fermentação, interrompendo-a e originando um vinho doce, enquanto no Jerez ela é adicionada após a fermentação ser concluída, dando um vinho seco. Devido ao seu modo único de vinificação em soleras e às uvas utilizadas, seus aromas e gosto são muito particulares. O Jerez sempre é um corte de vinhos de vários anos diferentes e não de uma só safra.
Este tipo de vinho é envelhecido pelo sistema conhecido como Solera, onde são utilizados barris de carvalho americano, denominados botas, com capacidade para 600 litros, cheios até 5/6 de sua capacidade.
Na maioria das vinificações onde o vinho passa por barris, o mesmo é fechado, não permitindo a entrada de oxigênio, em Jerez eles são abertos, para permitir que o vinho seja aerado, principalmente pela brisa do sudoeste. Terminada a fermentação alcoólica e esgotados os açúcares do mosto, as leveduras sobem até a superfície e formam uma película, o velo de flor (véu de flor) ou simplesmente flor de Jerez. Esses microorganismos permanecem na superfície do vinho, e aí, na presença do oxigênio do ar, transformam alguns componentes do vinho. Esse processo de intensa e contínua ação metabólica das leveduras da flor denomina-se crianza biológica e, na realidade, é um envelhecimento biológico do vinho, e confere as características organolépticas únicas do Jerez.
Os barris são colocadas em, pelo menos, três fileiras sobrepostas. A primeira, a solera, colocada no chão, contém o vinho mais velho pronto para ser engarrafado e as que estão sobre ela denominam-se criaderas. A quantidade de vinho que é retirada da solera é reposta com o vinho da fileira logo acima, a primeira criadera, que por sua vez é completada com o vinho da fileira superior, a segunda criadera e assim por diante, até a criadera superior, a mais jovem, que é preenchida com o vinho mais novo daquele ano.
Todos os tipos de Jerez precisam envelhecer por pelo menos três anos e este é o mínimo para os Finos e os Manzanillas. Os Amontillados são envelhecidos por, no mínimo, cinco anos e os Olorosos sete anos.

Fino - é pálido da cor da palha, seco, com um aroma delicado de torrefação e de nozes, seco e leve no paladar e envelhecido sob a "flor". Deve ser servido ligeiramente gelado.
Manzanilla - é um Fino muito seco, exclusivo das bodegas de Sanlúcar de Barrameda, onde é envelhecido sob a "flor". Possui as características do Fino, acrescidas de aroma e gosto da brisa marítima que existe nas bodegas de Sanlúcar. Também deve ser servido ligeiramente gelado.
Amontillado - tem cor âmbar, é seco, envelhecido e tem aroma de nozes, porém mais intenso e mais fresco do que os dois anteriores. Na boca é mais macio e encorpado.
Oloroso – seco, às vezes doce, envelhecido, encorpado, da cor âmbar do mogno e, como o seu nome sugere, seus aromas são fragrantes e intensos e lembram também a nozes.
Palo Cortado – seco, envelhecido, muito pouco produzido.
Pale Cream - de cor de palha bem pálida e com aromas de torrefação é macio e doce no paladar.
Pedro Ximenez – doce produzido por poucas vinícolas, equivale ao tipo anterior.
Cream - é um Oloroso muito doce feito com a uva Pedro Ximenez. Tem cor de mogno bem escuro e aromas de torrefação intensos e delicados. No palato é bem doce, redondo, aveludado e bem encorpado.
Feita esta apresentação deste tipo fantástico, de vinho e vinificação, o que degustei na Expovinis, no stand da Inovini é o Solera 1847, oloroso doce, um corte das uvas Palomino e Pedro Ximenez e feito pela casa produtora Gonzàlez Byass, fundada em 1835, e que faz o conhecido Tio Pepe.
As uvas Pedro Ximénez seguem o processo “soleo”: após colhidas, são deixadas sobre esteiras expostas ao sol por vários dias para que desidratem e incrementem sua concentração de açúcares. As uvas são prensadas separadas. A Palomino de maneira suave para se obter mostos aromáticos e a Pedro Ximénez de modo a se extrair um alto conteúdo de açúcares. Depois da fermentação, classificação e fortificação, cada vinho amadurece em “soleras” independentes (Oloroso e Pedro Ximénez). Depois os vinhos são mesclados e amadurecem na Solera 1847 por um período médio de 8 anos.
Tem 18% de álcool bem equilibrado em acidez, por isso não é enjoativo, mas atenção, deve-se servir este vinho no máximo na temperatura ao redor dos 15º C, pois caso contrário, não será fácil entende-lo.
Ótimo vinho para ser bebido solo ou acompanhado de gastronomias, pode ser harmonizado com queijos mais salgados, bolos com frutas secas, como passas, figos, nozes, amêndoas etc...
Inovini,
11 3623 2288
www.inovini.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Namaqua Pinotage 2008 é da KMM Vinhos.

Meninas e meninos,
Ainda sobre a Expovinis, terei muito que contar, finalmente puder provar os vinhos da Sul- Africana Namaqua, já que por ocasião do jantar e apresentação dos vinhos que os amigos da KMM providenciaram, eu tinha aulas para ministrar e não compareci.
Mas quase não consigo novamente, pois passei várias vezes no stand, e o movimento era sempre grande. Quem não tem vinhos bons e a preços competitivos não teria tanta gente sempre no stand, não concordam?
Pinotage ainda é a uva emblemática da África do Sul, mas com a velocidade que estão chegando em belos exemplares de outras cepas...
Neste vinho o Namaqua Pinotage 2008, que recebeu a recomendação do Júri Top Tem da Expovinis, não achei aquele toque de “borracha”, muito comum nos Pinotage, encontrei sim muita fruta, uma boa acidez, e um equilibrado conjunto, apesar do álcool de 14,5%.
Sente-se o leve toque da madeira, sem que com isto, interfira no todo, só acrescentando notas boas de coco e sutil defumado.
Vem da região de Olifants River, onde o índice pluviométrico em média é de meros 165 mm, e que em plena colheita, as temperaturas atingem gradientes extremos chegando durante o dia aos 40ºC e de noite caindo para 15ºC, que é bom para as videiras, e que com o trato cultural certo, se beneficiam muito.
Melhor ainda é o seu preço, que não atinge os R$50,00.
Provei também o Sauvignon Blanc, gostoso, complexo e muito próprio para a gastronomia.
Melhor ainda é que a vinícola envasa na ótima embalagem BIB-Bag In Box de 3 litros, dois tipos de vinhos, um branco e um tinto, para o dia-a-dia.
Não pensem que me esqueci de pedir para a Marli, sempre tão eficiente e linda, mesmo no meio da feira, que se tivesse o Saint Macaire, eu gostaria de provar o agora da safra 2008.
Pois não é que ela tinha levado, mesmo tendo poucas garrafas para vender?
Ainda bem que não deixei me intimidar pela multidão e pude visitá-los.
Vale a pena conferir.
KMM
www.kammvinhos.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão