quarta-feira, 18 de maio de 2011

Embutidos-Da Sobrevivência à Gastronomia


Meninas e meninos,
Recebo a informação do meu amigo de tantas horas de enogastronomia, de tantos vinhos, e pessoa querida, Breno Raigorodsky, que finalmente seu livro contando um pouco sobre os embutidos está para ser lançado.
Embutidos-Da Sobrevivência à Gastronomia
Será em noite de autógrafos, onde ele levará a caneta de escrever em garrafas, dia 30 de Maio as 19hs na Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Higienópolis, localizado à Av Higienópolis, 618 loja 315-Piso Higienópolis-São Paulo-SP
Vejam a capa, onde o vinho está presente, é claro.
Breno, sucesso sempre.
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

terça-feira, 17 de maio de 2011

Casa de Darei e o sonho realizado.



Meninas e meninos,
Semana passada, tive a honra de ser convidado para um almoço com os amigos da Porto Mediterrâneo, importadora que tem em sua lista vários vinhos sobre os quais já postei.
Comecei dizendo que tive a honra, porque nesta oportunidade, além de ser sempre muito agradável e enriquecedor em aprendizado, degustarmos vinhos em boa companhia, uma boa gastronomia, aliás, como sempre os amigos Julio e Chico, da Porto Mediterrâneo, nos proporcionam, fiquei conhecendo o produtor vinhateiro, industrial, mecânico, construtor e, sobretudo sonhador, José Ruivo.
Ruivo sempre sonhara em ser produtor de seus vinhos, e resolveu realizar o sonho, mas de uma maneira tão delicada e dedicada que me comoveu.


Com as primeiras parreiras plantadas em 1997 e as últimas em 2003, em uma propriedade no Dão, cujo rio de mesmo nome atravessa, e com superfície plantada de 5 ha, Ruivo e seu enólogo consultor Pedro Pereira, decidiram-se por trabalhar apenas com castas portuguesas e com as típicas do Dão, como Touriga Nacional; Alfrocheiro Preto; Jaen e Tinta Roriz entre as tintas e com as brancas Encruzado; Malvasia Fina; Bical; Cerceal e Verdelho.
Os solos graníticos e a altitude de 400 m é um diferencial.
Aqui tenho o dever de tentar ao menos, passar para os leitores, o que este sonhador imaginou.
Ao observar que as uvas no alto do aclive se comportavam de maneira inferior às dos baixios, com tecnologia geológica e agronômica, descobriu serem os solos drenados com muita facilidade, e a complicar, a diferença de alturas.
Não há problemas para Ruivo, resolveu cortar e terraplenar toda a área, não sem antes guardar todo o solo retirado do corte para depois cobrir com ele a extensão cortada, seguindo o alerta do agrônomo e geólogo que aquele solo era muito antigo, e que a natureza demoraria muitíssimo para refazer o bioma.
Ruivo trabalha com a agricultura biológica, muito pouco intervencionista, com leveduras indígenas, e claro, não queria destruir um solo que a natureza demorou séculos a formar.
Nas edificações existentes e semidestruídas datadas dos séculos XIII E XVIII, ele procedeu de maneira a restaura-las usando inclusive materiais que à época eram os disponíveis, e que para isso, desenvolveu e analisou em laboratório, pigmentos, pedras, materiais e madeiras assemelhados.
Não valeu a pena contar esta passagem?
Querem mais? Pois eu lhos dou, seus preços nem por isso, apesar da pouquíssima produção total, com cerca de 60.000 garrafas/ano, são majorados e caros.


Sua linha de entrada que degustamos, com os ótimos Lagar de Darei Colheita Tinto 2008, um corte com Jaen, Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e um pouco de vinhas velhas, que não sofre filtragem e que não parou de abrir aromas os mais diversos enquanto ficou na taça; o Lagar de Darei Colheita Branco 2008 com Cerceal e Bical com 40% cada e Encruzado, custam ao consumidor R$35,00.
Lagar de Darei Colheita Rose 2009, o meu preferido para a enogastronomia, pois sem exceção, acompanhou todos os quitutes, desde as entradas servidas no ótimo Bela Cintra, com bolinhos de bacalhau, croquetes, patês, siri gratinado, e até o prato principal, perna de cordeiro com feijão branco.
Com ótima acidez, equilibrado em álcool 13,5%, corpo médio, longo, floral lembrando a mel, frutado a ponto de dar um dulçor de ponta de língua, lembrando aquele queimadinho do doce no fundo do tacho. Corte em partes iguais de Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz, muito bom mesmo, até para se bebericar nestes dias ainda mornos e noites mais frescas de Outono, quanto mais no verão, com o vinho refrescado.
Devido ao trabalho de vinificação, inclusive com algum vinho proveniente de sangria, custa um pouquinho mais que os seus irmãos branco e tinto, na casa dos R$55,00.
Degustamos um ótimo branco, o Lagar de Darei Grande Escolha 2008, corte de 58% Encruzado; 28% Bical e Cerceal, este já passa um pouco em madeira, cerca de 3 meses e depois 4 meses em cuba de betão.
Harmonizou bem com o feijão e a perna de cordeiro devido sua ótima acidez e corpo.
O Lagar de Darei Reserva Tinto 2004 corte de 44% Alfrocheiro; 27% Touriga Nacional; 17% Jaen; 7% Tinta Roriz e 5% vinhas velhas, passa 8 meses em barris de carvalho e mais 24 em betão, com fumo de corda no nariz, agradável frutado e floral, e um sutil mineral, além de toque cítrico.
Não sofreu filtragem, é elegante e sóbrio.
Estes dois últimos vinhos têm seu preço ao redor dos R$75,00.
O topo de gama, se assim posso dizer, já que não é vinificado todos os anos, é o Lagar de Darei Tinto Grande Escolha, e degustamos o 2004, corte de 44% Touriga Nacional; 29% Alfrocheiro; 15% Jaen e Tinta Roriz.
Também não é filtrado, e passa 9 meses em carvalho e mais 10 em betão.
A maior parte de seus vinhos, Ruivo pratica a pisa à pé em lagares graníticos.
Espero ter passado um pouco do que vi, ouvi e bebi neste almoço memorável, e que não poderei deixar de visitar em minha próxima ida a Portugal.
Porto Mediterrâneo
www.portomediterrâneo.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Chablis precisa ser sempre caro?



Meninas e meninos,
No evento anual onde o amigo Celso La Pastina nos mostra alguns dos vinhos de seu portefólio, degustei mais uma vez, os vinhos do Domaine Laroche, onde seus Chablis, os Chardonnays emblemáticos da Borgonha, se mostram frescos, agradáveis, com toques minerais e ótimos para serem degustados por aqui, onde os vinhos brancos ainda carecem de maior consumo e apreço.
Claro que degustar os vinhos dos Grands Crus e Premier Crus sempre será uma prazerosa aventura, mas estou falando de alguns dos vinhos que podemos sim degustar mais amiúde, pois seu preço favorece o bolso quando falamos da relação preço x qualidade, e Laroche tem um Chablis, que particularmente me chamou muito a atenção nestes quesitos.
Chablis 2008.
Vindo de 5 gerações de vitivinicultores, Michel Laroche produz vinhos que são considerados a expressão máxima da região, onde, aliás, a família começou em 1850 com 6 ha, hoje tem 100 ha, e levou o Domaine a receber a fama de o rei do Chablis.
Vinho com bons 12% de álcool, bem equilibrado com a ótima acidez e corpo, seu Chablis se mostra fresco e jovial, apesar dos 3 anos, o que demonstra que vinhos bons e bem feitos, não perdem as características que o enólogo previu, à não ser que algo de ruim ocorra contra sua vontade depois de engarrafado.
Harmonizações com peixe e frutos do mar nos ocorrem de imediato, mas algumas saladas com molhos mais leves, carnes como o lombo de porco assado, massas com molhos a base de queijos brancos e de mofo branco são a meu ver, perfeitas.
O Chablis em questão tem seu preço de venda ao consumidor de R$99,00.
O terroir ajuda, mas a tecnologia aliada à tradição, faz com que os Chablis do Domaine Laroche encantem a quem gosta de vinhos desta região.
World Wine
www.wolrldwine.com.br

Até o próximo brinde!


Álvaro Cézar Galvão

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Moscatel do Douro Quinta do Portal ... Quem resiste?



Meninas e meninos,
Para adoçar um pouco mais nossos corações, eis aqui um vinho que todos gostam, um Moscatel do Douro, no caso o Quinta do Portal.
Serve bem para harmonizações com sobremesas como bolos de frutas, secas ou em calda, doçaria portuguesa à base de ovos, mesmo que estes pareçam mais doces, temos o toucinho do céu, que pelas amêndoas, não fica exagerado no dulçor, alguns queijos mais salgados também vão muito bem com este vinho.
Aromas florais(mel), de amêndoas, figos em calda, e que são confirmados em boca, quase que uma experiência gustativa de comer a uva Moscatel Galega da qual é feito.
Longo retro-olfato, e bem equilibrado em acidez e dulçor, sendo a acidez muito importante para não tornar os vinhos de sobremesa enjoativos.
Este vinho tem ao redor dos 86 g/l de açúcar residual e álcool na casa dos 17%.
Para servi-lo. É preferível resfria-lo aos 14ºC
Há quem o deguste como um refrescante drink com água tônica, mas eu o prefiro solo, acompanhado de gastronomia e com a linda menina linda dos nossos sonhos, aí se torna irresistível.
Quem o importa é a Paralelo 35
www.paralelo35sul.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Encontro de Vinhos da Campanha

Meninas e meninos,
Vejam que maravilha que posso mostrar para todos os amantes dos vinhos Brasileiros e que acabo de receber da linda Gabriela, da Estância Guatambu, uma das expositoras.
“ Prezados:
É com satisfação que informamos nossos lançamentos: espumante Guatambu Extra-brut e Gewürztraminer 2011 Luar do Pampa.
Venha degustar as novidades da Guatambu na próxima terça-feira,17 de Maio, em Porto Alegre, no encontro de Vinhos da Campanha”.

Vejam release que terá a realização da Vinho e Arte, da minha amiga Maria Amélia Duarte Flores:

Porto Alegre recebe mostra Vinhos da Campanha
Evento reunirá produtores na capital, apresentando novas safras e conceitos dos vinhos do Pampa Gaúcho

No próximo dia 17 de maio, terça-feira, acontecerá em Porto Alegre a mostra "Vinhos da Campanha". Organizada pela Associação de Produtores Vinhos da Campanha, o evento visa apresentar todo o potencial desta nova região, através de degustação e exposição. Será a oportunidade de conhecer vinícolas inéditas, provar as novas safras, conversando diretamente com os enólogos e proprietários das mesmas. O local escolhido foi a Churrascaria Na Brasa, uma referência em gastronomia gaúcha, bem condizente com a proposta e identidade da Campanha. Além do clima e paisagem, outro diferencial da Campanha Gaúcha é a forte presença de jovens no comando das empresas e elaboração dos vinhos, onde tecnologia, marketing e expressão dos aspectos regionais tem sido as prioridades. O evento consta de três partes, sendo uma palestra sobre a região, voltada a profissionais, seguido da mostra e degustação, finalizando com jantar. Estarão no evento vinícolas das cidades de Dom Pedrito, Itaqui, Santana do Livramento, Bagé, Candiota e Rosário do Sul. A promoção é da Associação Vinhos da Campanha, com a realização da Vinho e Arte Eventos.
Informações e reservas
51 9331 6098 ou
vinhoearte@gmail.com

Vinícolas presentes:
Dom Pedrito: Guatambu Estância do Vinho, Dunamis Vinhos e Vinhedos, Vinhos Dom Pedritto
Bagé: Vinícola Peruzzo
Livramento: Cordilheira de Santanna, Vinícola Nova Aliança, Almadén
Itaqui: Vinícola Campos de Cima
Candiota: Fortaleza do Seival
Rosário do Sul: Vinhedos Routhier & Darricarrère (Província de São Pedro)
Serviço:
Vinhos da Campanha
Data - 17 de maio, terça-feira
Local - Churrascaria Na Brasa - Rua Ramiro Barcelos, Porto Alegre

Programação -
17h30 - Apresentação treinamento "O terroir da Campanha Gaúcha"
Abertura da mostra para profissionais
19h30 - Abertura da Mostra para Consumidor Final
21h - Jantar "Vinhos da Campanha", para convidados (imprensa, profissionais) e consumidores
Ingressos Consumidores - R$ 65,00 (incluso mostra, degustação e jantar)
Quem puder ir que não perca, só temos feras.
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

Spätburgunder ou Pinot Noir, vale a pena degustar.

Meninos e meninas,
Maio, a meio caminho da próxima estação, o inverno, ainda temos dias mais quentes, e de repente, ao cair das tardes e noites, as temperaturas abaixam repentinamente, depois estabilizam-se e voltam a esquentar, não como estavam, mas sobem um pouco.
Hora então de apreciarmos vinhos que ainda possam ser servidos mais frescos, mas que já tenham corpo, e taninos para mostrar, mantendo ao mesmo tempo a delicadeza.
Degustei novamente dia destes, o Pinot Noir 2007 - Dyade 52 Winemakers, a propósito, Pinot Noir é o nome da uva Spätburgunder.
Tomei o cuidado de abri-lo uma meia hora antes, deixa-lo em um balde com umas quatro pedras de gelo e água, para baixar um pouco a temperatura até cerca de 17ºC ou 18ºC.
Abre logo um floral, mesclado com as frutas e algo de torrefação, tostado, amendoado gostoso.
As frutas vão predominando com o passar do tempo, e em boca, confirma o amendoado e as frutas vermelhas como cerejas e até um sutil morango, o que demonstra que eu escolhi bem o tipo de uva e o vinho para a estação que estamos:Isto não quer dizer que não possamos degustar vinhos, sejam de quiaquer uvas, em qualquer momento do dia, noite, mês, ano...
Creio até que se pode degusta-lo algo mais resfriado, mas se ganhamos em acidez, perdemos no sutil tanino e aromas mais frutados, restando o tostado e floral.
Já postei sobre esta cooperativa alemã, a Dyade 52, que agrega os melhores vinhos das regiões de Baden e Württemberg, gosto muito do seu Riesling.
Para acompanhar, na ocasião, um franguinho caipira ao seu próprio molho, mas pode perfeitamente acompanhar carnes vermelhas mais leves, carnes de porco, não as mais gordurosas, apesar do vinho ter 13,5%, facilitador para gorduras e suculência, quem sabe um lombinho à Califórnia, uma massa à base de carne picada na ponta da faca com molho vermelho, e muito mais, desde que gostem.
Quem importa é a Stuttgart
http://www.stuttgart.com.br/

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

terça-feira, 10 de maio de 2011

Arrocal Angel 2007, merece nome de anjo que recebe.

Meninas e meninos,
Em recente degustação de vinhos da Bodega Arrocal, uma empresa que situada em Ribera Del Duero, trata suas parreiras com maestria e dedicação, e quem importa é a Grand Cru, degustei 3 vinhos, todos muito intensos, como é característica de bons vinhos desta região.
O Arrocal 2008, Tempranillo, proveniente de parreiras que não produzem mais que 5000 Kg/ha e sempre levam cerca de 10% do vinho da safra posterior, para mais juventude e frescor, frutado, leve saboroso e equilibrado.
Degustei também o Seleccion 2005, belo vinho, passa por madeira francesa de 1º e 2º usos ao redor de 15 meses, boca confirmando frutas sentidas no aroma, que também evoca algo de café e alguns toques de couro, ótima acidez.
Mas o que me chamou mais a atenção, apesar de ser o mais caro dos três, não chega a espantar pelo relevante vinho que é.
Angel 2007, também um Tempranillo.
Passa por barris franceses e americanos novos ao redor de 20 meses, aromas frescos de frutas maduras, amoras, ameixas e cerejas, sutil baunilha, café e chocolate, e um floral que foi se abrindo cada vez mais gostoso de sentir.
Confirma em boca as frutas, o chocolate e devido à sua acidez ótima, formando equilíbrio com o álcool de 14% e taninos, presentes, mas macios e aveludados, me leva a pensar em um cordeiro, um assado de caça, e até uma dobradinha à Brasileira, que, aliás, será motivo de uma próxima reunião de minha confraria.
Devido à idade do parreiral, com cerca de 60 anos, e do trato cultural, seu rendimento não passa de 2000 Kg/ha, já ai tendo uma das explicações para seu preço maior, que como disse antes, para aqueles que sabem o quanto custa vinificar vinhos assim, para os que estão acostumados com os preços dos sul-americanos mais emblemáticos, este europeu não chega a assustar com seus R$220,00 ao consumidor final.
Vale a pena conferir este belo vinho.
Neste mesmo dia também degustei os vinhos da Bodegas Escorihuela Gascón, mas estes ficam para outra postagem.
Grand Cru
www.grandcru.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão