quinta-feira, 31 de março de 2011

Dunamis Vinhos e Vinhedos apresenta o Ser 2010, corte de Sauvig Blanc e Chardonnay


Meninas e meninos,

Faz algum tempo que recebi para degustar, os vinhos da Dunamis, uma empresa bem nova no campo da vitivinicultura, situada na ótima região da Campanha Gaúcha, mais precisamente em Dom Pedrito.

Nova, porém cercada de toda a excelência, em tecnologia e em material humano.

Como ainda não há a distribuição destes vinhos para São Paulo, esperei algum tempo para publicar minhas impressões sobre o Ser, aliás, lote 001, o outro vinho, o Cor, corte de Cabernet Sauvig e Merlot, fica para depois.

Cor bem clara, um palha, brilhante e límpido, e ao menos nesta amostra degustada, um toque de gás, as famosas agulhinhas, que sumiram em pouco tempo, não sem antes eu degustar, para ver em boca como se comportavam, e elas sempre ajudam na acidez, pois impressionam as papilas. Aromas mais florais que frutados, apesar dos cítricos evidentes. Sutil mineral, em boca confirma florais(mel) certa baunilha( não obtive a certeza de passagem por madeira, ao menos do Chardonnay, que é mais usual), corpo médio a leve, persistência boa e com boa acidez.

As bolhinhas somem rapidamente com o descanso em taça, e o mineral, em maior evidencia, vem acompanhado de toques herbáceos, os cítricos continuam comportados, o floral permanece dando até a sensação de certo dulçor na ponta da língua, 11,5% de álcool; ALVISSÁRAS, que bom encontrar um vinho menos alcoólico!

Bom para entradas e canapés, peixes mais delicados, massas com molhos comportados à base de lácteos.

Como sempre faço quando degusto, mesmo sem saber como seria o vinho, mas pensando nas uvas que o compõe, aproveitei e fiz uma massa com camarões e salmão ao alho e óleo, sem exagerar no alho e no azeite, já que o álcool e bem comportado.

Ficou muito bom, acreditem.

Sou admirador dos vinhos Brasileiros, estão crescendo em qualidade, e creio que daqui por diante, vamos ouvir falar muito nesta nova vinícola, pois para os vinhos, o mercado de São Paulo é muito importante, e em breve espero ter os vinhos Dunamis circulando por aqui, quem sabe até com um Tannat, que se dá muito bem na Campanha.

Dunamis Vinhos e Vinhedos


Até o próximo brinde!


Álvaro Cézar Galvão

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cerveja Paulistânia com Pão de Açúcar dá samba!


Meninas e meninos,

Desde minha postagem sobre a visita que fiz à fabrica da Casa di Conti-Contini, que faz a cerveja Paulistânia, que aguardava este momento, que, aliás, motivou a própria visita:

O lançamento em parceria com o Grupo Pão de Açúcar, de uma série da Paulistânia, com o rótulo alusivo ao supermercado, cujo rótulo estampa a foto da fachada da primeira loja, ainda doceria, na capital paulista.

E, eu, apreciador de tudo aquilo que nos proporcione prazer, como, aliás, diz meu blog, precisava dividir esta notícia com meus leitores que gostam de boas bebidas.

Quem sabe, a indústria vinícola não se prepara para escalar também o Pão de Açúcar em ação semelhante?

Vejam release:


É a primeira vez que a rede faz uma ação com uma cervejaria no lançamento de rótulos temáticos.

O Pão de Açúcar fechou parceria com a Bier & Wein Importadora (Emcomex Ltda.) para a produção de uma edição especial da cerveja Paulistânia que traz no rótulo imagens da história da rede em São Paulo. Em uma delas, fotografada em 1948, é possível ver o primeiro carro de entrega, revelando o foco em serviços e atendimento ao consumidor.

O segundo rótulo mostra a fachada da primeira loja Pão de Açúcar, localizada na Av. Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo (SP), no ano de 1952, onde até hoje a empresa mantém uma unidade da rede, a loja 01.

Os clientes poderão adquirir essa edição especial no final de março nas lojas Pão de Açúcar do Estado de São Paulo. “A história da companhia teve início na capital paulista e, poder traduzir isso, é motivo de muita alegria”, comemora Fábio Rodrigues, Gerente Comercial de Cervejas do Pão de Açúcar.

A Paulistânia é uma linha de cervejas Premium puro malte, que transformou seus rótulos em um meio inédito de disseminação cultural ao ilustrá-los com fotos.

A primeira edição da Paulistânia clara apresentou 12 imagens antigas de São Paulo e que nos fazem relembrar, reviver e repensar a vida na cidade.

Uma forma de celebrar as tradições e a diversidade comum a todas as metrópoles, do Brasil e do mundo. Para a próxima edição, uma nova seleção de 12 fotos, desta vez de estados brasileiros, fará uma homenagem às cidades e povos que fazem de São Paulo a cidade de todos.

A Paulistânia é um produto que cativa o paladar e o coração. Uma marca que interage e está próxima ao consumidor, prezando sempre por qualidade, cultura e informação.

E essa estratégia tem grande sinergia com a filosofia do Pão de Açúcar.

Essa é a primeira vez que a rede faz uma ação com uma cervejaria no lançamento de rótulos temáticos. A expectativa é um aumento de vendas dessa cerveja em 40%.

Fábio Rodrigues espera que o produto chame a atenção dos colecionadores e apreciadores das cervejas especiais, segmento que cresceu 120% em vendas entre 2009 e 2010 no Pão de Açúcar. Hoje, a rede disponibiliza 90 rótulos de cervejas dessa categoria. O Pão de Açúcar realiza diversas ações culturais na cidade, como a tradicional Maratona Pão de Açúcar (que está em sua 18ª edição) e a Corrida Pão de Açúcar Kids. Além disso, presenteou São Paulo com a Fonte Multimídia do Parque do Ibirapuera, onde realiza há seis anos consecutivos o patrocínio da Festa de Natal. Atualmente, a rede possui 99 lojas no Estado de São Paulo. Sobre o Pão de Açúcar Supermercado de vizinhança, que prima pela variedade e qualidade em produtos e serviços. Com 149 lojas distribuídas em nove estados brasileiros, o Pão de Açúcar caracteriza-se pela ampla oferta de soluções e pioneirismos lançados ao longo da história do varejo brasileiro.


Até o próximo brinde!


Álvaro Cézar Galvão

terça-feira, 29 de março de 2011

Pérez Cruz, vinícola Chilena de Maipo Alto, faz vertical de seu vinho top Liguai.


Meninas e meninos,

Estive a convite dos amigos da abflug, aquela importadora que se escreve com letras minúsculas, mas tem vinhos maiúsculos em seu portifólio, para uma degustação vertical de safras de um dos vinhos top da Viña Pérez Cruz.

Esta vinícola, quando seus vinhos eram trazidos por outra importadora, já foi tema de minha postagem, e também participou da organização o André Rossi, o Deco, com sua Winet.

Mas o que vem a ser uma degustação vertical? Esta modalidade já foi tema de uma matéria minha na revista Gourmet & Food Service, e também neste foro, mas não custa delinear outra vez, visto que aprendizado é isto mesmo.

Quando nos propomos a fazer uma degustação, existem várias maneiras de conduzi-las, e as mais comuns são, a saber:

-Degustar simplesmente, mantendo uma ordem que vai dos vinhos mais frescos e joviais, aos de maior opulência e corpo. Há quem não se importe com esta ordem.

-Degustar vinhos vinificados com uma única cepa de uvas, por exemplo, só Cab.Sauvignons. Dentro desta, podemos dividir das mais diversas maneiras, como só vinhos do Novo Mundo, Velho Mundo, dos dois mundos, do outro mundo....

-Degustação às cegas, quando qualquer uma destas e outras mais que se queira, são degustadas sem os provadores saberem quais são e quais safras são.

-Degustação vertical, quando temos várias safras de um mesmo vinho, mesmo que seus cortes sejam diferentes safra a safra. No nosso caso, provamos o Liguai, que sempre leva um corte de Syrah, Carmenère e Cabernet Sauvignon, onde a maior parte deve ser de Syrah, depois de Cab Sauvignon e depois de Carmenère, que tende à ser mais ou menos sempre igual, variando pouco, mas que sempre dependerá das condições que aquela safra impuser às cepas, chegando mesmo à não se vinificar em alguns anos, quando as condições mínimas exigidas pelo enólogo não forem atingidas, em uma ou mais das variedades usadas, como foi o caso da safra de 2004.

Para se ter uma idéia, o enólogo da Pérez Cruz, o Germán Lyon, nos disse que em média cada pé de parreira irá proporcionar apenas uma garrafa de Liguai, o que representa uma produção muito baixa, por isso de excelência, com aproximadamente 2000 litros/há.

Provamos as safras de 2002; 2003; 2005; 2006; 2007 e 2008, todas, com exceção da safra 2006, que tem mais Carmenère, levam “em torno” de 45-40% Syrah; 35-30% Cab Sauvignon; 25-20% Carmenère.

Antes de começar com minhas impressões, devo dizer que a degustação ocorreu no restaurante Pobre Juan, do amigo Luizinho Marsaioli.

Safras todas muito iguais, ao meu paladar, com ligeiras nuances diferentes, taninos todos eles, dos mais antigos aos mais novos, totalmente equilibrados e macios.

2002-especiarias diversas no olfato, álcool aparecendo um pouco quando chegou, depois de acomoda, boca quente e macia, frutas e especiarias, abrindo uma bala de café com o tempo em taça.Ninguém diz que este vinho tenha já 10 anos praticamente.

2003-Repete o anterior, mas realça para mim os doces de tacho, a marmelada, e sutil charcutaria, que desaparece com o tempo.

2005-Chocolate, café, cerejas ao marasquino, “doce” no nariz, super equilibrado em boca, álcool e acides impecáveis. Para mim, e para a maioria, por votação, o mais agradável do painel.

2006-Este tem uma quantidade maior de Carmenère, em torno dos 40% , restando 20% para Cab Sauvignon e 40% para a Syrah. Macio, frutado no nariz e na boca, chocolate e café tostado, toques herbáceos também.

2007- Outro que encanta pelo equilíbrio, frutados, alcaçuz, floral, marmelada, confirmados em boca. Meu segundo vinho em predileção.

2008- Chegou com toques de mentol, frutados e floral, e depois abriu ligeira pimenta preta, frutas maduras, ameixas, longo e “quente”, ótimo para se beber já ou ainda aguardar, pelo histórico das outras safras, mais alguns anos.

Com a ótima carne do Pobre Juan, tanto o 2007, como o 2008 harmonizaram-se perfeitamente. Rest Pobre Juan


Winet


abflug vinhos


Até o próximo brinde!


Álvaro Cézar Galvão

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sophia Bergvist e seus vinhos da Quinta de La Rosa,que chegam pelas mãos da Ravin


Meninas e meninos,

Quando penso que a capacidade de agregar, enobrecer, e oferecer o que há de melhor nos quesitos vinhos, preços, e congraçamento, a família Ravin(todos aí incluídos, indistintamente) me surpreende.

Em almoço, fomos reunidos pela Ravin, para sermos apresentados à linha de vinhos do Porto da Quinta de La Rosa e à sua proprietária Sophia Bergvist.

Sophia é sócia de Tim Bergvist, seu pai, na Quinta, que em 1906, foi dada a Claire Feueheerd, quando esta foi batizada, e que vem a ser avó de Sophia.

Todas as vinhas são classificadas com a letra A, as mais valiosas, e ficam à margem direita do rio Douro, na região do Pinhão.

Sua linha douRosa não passa por barris de carvalho, e o branco da safra 2007, corte de Viosinho(60%), e Rabigato; Malvasia e Códena do Larinho, é um ótimo acompanhamento para a gastronomia.

Floral, ligeiro mineral, cítrico(lembra grapefruit) e limão Siciliano, tem sutil “adocicado” em final de boca, talvez sinal dos 14% de álcool, que não aparecem no nariz. Após algum tempo, me apareceram as frutas secas, apesar deste vinho não estagiar em madeira.

Sua linha Quinta de La Rosa, tanto o 2008, quanto o Reserva 2007, estagiam em madeira, por 12 e 15 meses respectivamente, o que as difere além dos meses a mais no Reserva, é que a quantidade de barricas novas para este último é maior.

Ambos têm corte com as uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz.

O 2008 é encantador no nariz, frutado e floral, algo de jabuticaba, taninos e acidez comparecem bem com o álcool de 14,2%, especiarias se abrem, muito complexo, e gostoso.

Também se nota seu valor para a enogastronomia, aliás, uma característica que me chamou a atenção nos vinhos provados.

Quanto aos Portos, um LBV 2006 e um Tawny 10 anos, possuem um diferencial dos demais vinhos destas categorias; a aguardente vínica é acrescentada um pouco mais tarde na fermentação, com conseguinte resultado de vinhos ligeiramente menos doces, mais secos.

Como sou fã incondicional dos Tawny com idade, este agrada em cheio, apresentando frutas secas, floral(mel), frutas confitadas.

São ambos resultante de pisa a pé, em lagares de pedra, abertos, e por homens(esta parte bem que podia ser mudada); se os Portos já são tão delicados hoje, imaginem se a pisa a pé fosse feita só por mulheres?

Um capítulo à parte, foi o almoço, servido no Rosa Maria Restaurante, que será motivo de postagem exclusiva posteriormente.

Entradas com canapés de alichela e mini hamburgueres de alheiras, harmonizados com o douRosa Branco 2007.

Primeiro prato, um maravilhoso ragú de ossobuco com o Quinta de La Rosa 2008.

Segundo prato, paleta suína com farofa de ovo e banana, com o Quinta de La Rosa Reserva 2007. Sobremesa, envelope de banana com sorvete de creme e calda de chocolate, com os Portos LBV e Tawny 10 nos.

Para mim, a harmonização mais que perfeita, ficou com o ragú e o Quinta de La Rosa 2008, espetacular.

Escrever mais é pleonasmo, procurem conhecer estes vinhos, e quando forem ao Rosa Maria, peçam este cardápio, não se arrependerão.

Rosa Maria Restaurante


Ravin


Até o próximo brinde!


Álvaro Cézar Galvão

sábado, 26 de março de 2011

Harmonizar vinhos potentes com gastronomia inventiva é prazeroso.


Meninas e meninos,
Em visita ao Brasil, José Miguel Viu, proprietário da muito conhecida vinícola Chilena, Viu Manent, que tem seus vinhos aqui no Brasil, pelas mãos da Hannover vinhos, nos trouxe seus caldos das uvas Carmenère e Malbec provenientes dos seus vinhedos chilenos.
Organização competente como de praxe da Fernanda Fonseca, assessora das mais prestigiadas, e com a presença de amigos jornalistas e críticos da área, foi-nos oferecido um jantar após a degustação, no ótimo Dui Restaurante, da eficiente e linda Bel Coelho.
Degustamos nove vinhos, não sem antes “limpar” as bocas e gargantas secas, com um Secreto Sauvignon Blanc de boas vindas.
José Miguel, um dos responsáveis, dentre outras coisas, pela implementação do circuito enoturístico Rota do Vinho do Valle de Colchágua, nos brindou com a condução da palestra.
Os vinhos,
Viu1- safras 2006; 2007 e 2008.
El Incidente– safras 2007 e 2008
Single Vineyards Malbec– safras 2007 e 2008
Vibo– safras 2007 e 2008
Começamos com os Viu Single Vineyard Malbec, e que dentre as duas safras, minha preferida foi a de 2008, mais “completo” com características semelhantes, porém mais exuberante, um tanto mais “doce” e taninos mais pronunciados, tornando-o ótimo acompanhamento das gastronomias.
Passamos aos Vibo Malbec Limited Edition, e novamente minha safra preferida foi a de 2008, já esta bem diferente da safra anterior onde não apareciam, ao menos durante o tempo em taça, tantas frutas, o chocolate e o coco. Como as duas vinificações foram muito iguais, com passagem por madeira por períodos idênticos, fica ai evidente e também no álcool(safra 2007 14,4% e 2008 15,4%), o que a natureza pode fazer e representar.
Viu1 as três safras diferem ligeiramente no corte as saber:
2006- 94% Malbec e 6% Cab Sauvignon
2007- 94% e 6% Petit Verdot;
2008- 100% Malbec
Teores de álcool muito parecidos, passagem por madeira idem, diferenças na vinificação aparecem no 2006, quando houve uma sangria para melhoras a relação entre cascas e suco, antes da pré fermentação. No 2007 houve sangria após a pré fermentação e 2008 não houve.
Meu preferido o 2006, estava exuberante, pleno, frutado, cerejas ao marasquino exalam da taça, chocolate, floral, achei um sutil mineral, acidez ótima, taninos ainda presentes, mas já bem mais dóceis, para mim, o mais gastronômico deles, e meu preferido de todo o painel.
Chegando aos Carmenère El Incidente, que também variam no corte:
Safra 2007- 85% Carmenère; 10% Petit Verdot e 5% Malbec
Safra 2008- 87% Carmenère; 11% Malbec e 2% Petit Verdot
Novamente sem diferenças significativas no álcool e madeira, mas o corte e a safra de cada ano, com certeza modificam os vinhos, e o meu preferido foi o 2007. Complexo, potente, tostados e sutil mentolado, acidez ótima, também muito gastronômico.
Quase deu empate entre o Viu1 2006 e o El Incidente 2007, mas ainda tenho um tantinho a mais de preferência pelo Viu1, até pela idade de maturação, que o amansou.
Todos eles se prestam muito às carnes vermelhas, grelhadas ou em cocções suculentas.
Caças, inclusive a galinha d’Angola, e a avestruz vão bem com todos eles.
Queijos, já ficaria com o Viu1 2006 para acompanhá-los, pois seus taninos são mais doces.
Um vinho, uma emoção, foi o que senti com um deles que foi servido com a entrada da Bel Coelho; ovo em baixa temperatura com espuma de brandade de bacalhau, e farofa de milho e paio, o Viu Manent Chardonnay Gran Reserva, harmonização mais que perfeita, de ser lembrada, até pela dificuldade de texturas e potencias diversas do prato.
Outra das harmonizações marcantes foi o El Incidente com o magret de pato com purê de cará e pêra brulée.
Dui Restanurante
http://www.duirestaurante.com.br/
Viu Manent
http://www.viumanent.cl/
Depois desta, só dizendo...
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

sexta-feira, 25 de março de 2011

Acavitis procura excelência em qualidade e certifica seus produtos


Meninas e meninos,
Quando recebo uma notícia como esta, fico muito satisfeito, pois verifico que algumas das minhas previsões e até pedidos, feitos em conversas com este ou aquele produtor, no caso, surtem efeito. Quanto mais tivermos meios de aferirmos qualidade, quanto mais tivermos lucidez para entender que os vinhos Brasileiros precisam estar mais na mídia, se mostrarem, para competirem com a avalanche de importados.
Quanto mais melhorarmos e baratearmos os custos de produção e de distribuição, mais teremos interessados em conhecer os vinhos Brasileiros, que de algum tempo para cá, já não são exclusividade de um só estado, ou região.
Conheço muitos dos que fazem parte da ACAVITIS, alguns dos degustadores abaixo explicitados. Outros tanto produtores quanto degustadores ainda não tive o prazer de conhecer, mas acompanho desde os primórdios da associação, e no que depender de mim para que o vinho Brasileiro ganhe status, e qualidade e preços mais viáveis, contem comigo.
Vejam release:

Vinhos Certificados
Rótulos catarinenses vão ganhar selo de qualificação Acavitis
A cidade de Videira, no Vale do Rio do Peixe, reúne a partir desta quinta-feira (24), produtores, degustadores e especialistas em vitivinicultura, durante a III Avaliação Sensorial de vinhos finos de altitude produzidos no Planalto Catarinense. O evento acontece na sede regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e é uma promoção da Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), com respaldo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Na capital estadual da uva serão avaliados cerca de 100 rótulos de vinhos, espumantes e licores. As analises serão comandadas por um grupo de Degustação, que também contará com o apoio do Conselho Regulador da Acavitis. “Na sede da Epagri, em Videira, que é uma referência estadual em estudos de vitivinicultura, estaremos avaliando e qualificando nossos vinhos. Este é um passo importante para a afirmação de nossos rótulos no mercado e para a consolidação da marca coletiva Acavitis”, afirma o diretor-presidente da entidade, José Eduardo Bassetti.
Após a realização da III Avaliação Sensorial, que terá suas atividades finalizadas nesta sexta-feira (26), os vinhos aprovados irão integrar a seleta lista de rótulos representativos da Acavitis. Os produtos qualificados com o selo de excelência vão participar junto à Acavitis de todas as ações promocionais da entidade.
ACAVITIS – Criada em novembro de 2005, para dar respaldo e suporte aos vitivinicultores, a Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), com sede em São Joaquim, representa 28 produtores no Planalto Catarinense, com vinhedos espalhados pelos municípios de São Joaquim, Urupema, Urubici, Lages, Painel, Campo Belo do Sul, Campos Novos, Monte Carlo, Tangará, Videira, Treze Tílias, Salto Veloso, Água Doce e Caçador.
Seleção de Vinhos Finos Acavitis 2011

Abreu & Garcia, Casa Pisani, Edson Ubaldo, Hiragami´s, Humberto Brighenti, Ilson Castelo Branco, J.R. Campos, Kranz Vinícola, Masavel, Panceri, Pericó, Quinta da Neve, Quinta Santa Maria, Quinta São Francisco, Sanjo, Serra do Sol, SP Bianco, Suzin, Telmo Inácio Palma de Souza, Tenuta do Sol, Villaggio Bassetti, Villaggio Grando, Videcar, Villa Francioni, Vinicampos, Vinícola Santa Augusta, Vinícola Santo Emílio e Vinhedos de Monte Agudo.
Grupo de Degustadores 2011

Átila Zavarize, Jean Pierre Rosier, João Lombardo, Marcel Salante, Marcos Vian, Mauro Zanus, João Felippeto e Nelson Essenburg
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

quinta-feira, 24 de março de 2011

Não precisamos esperar mais muitos anos para degustar Bordeuax de qualidade.


Meninas e meninos,
Muitos apreciadores de vinhos me perguntam sobre os vinhos de Bordeaux, se devem ser comprados antecipadamente, se já estarão capazes de aprecia-los, pois ouvem falar que são vinhos para os que mais conhecem e já degustaram muitos outros rótulos.
Digo que se estivéssemos falando de uma dezena de anos atrás, isto seria muito provável, e para com os grandes vinhos ainda o é.
Mas acontece que nesta economia globalizada, onde até os gostos estão ficando mais padronizados, quem não assumir uma postura mais progressista, ficará sem vender.
“Cobra que não anda, não engole sapo”, já dizia o ditado, e é isto o que está acontecendo, e não só em Bordeuax, mas vemos fenômenos de busca pelo gosto de hoje, na Espanha, Portugal, países que até alguns anos atrás, eram tidos como os que tinham, além de maravilhosos vinhos, os mais duros e amadeirados, os mais difíceis de serem apreciados pelos que estavam entrando no mundo etílico.
Claro que não podemos generalizar, e havia vinhos fáceis de beber também.
Sem perder a classe, Bordeaux sempre teve vinhos mais baratos e os sempre muito mais caros, porém, seguindo o que manda o juízo comercial, de algum tempo a esta parte, Bordeaux tem procurado fazer vinhos mais fáceis de serem apreciados mais cedo, e por mais pessoas, além é claro de se fixarem em faixas de preços mais modestas.
Para ilustra bem o que isto representa, temos sempre visto bons vinhos participando do movimento “Bordeaux ao seu Alcance”, onde os exemplares procuram se situar na média, até os R$ 100,00.
Mas, para ilustrar o que estou dizendo, e nada tem a ver com o movimento acima citado, a Expand, importadora super conhecida, está trazendo 5 rótulos de Bordeaux, da excelente safra de 2009, antes impensável de se degustar agora, pelo passar de tão pouco tempo de amadurecimento, e eu, dentre uma seleta turma de convidados, todos amigos e conhecedores, tivemos o prazer e o privilégio de degustar estes rótulos, ouvir e fazer comentários, aprender mais sobre a região e passar algumas horas em companhia de belos vinhos.
1-Chateau Jalousie 2009 – Pomerol
Corte de 70% Merlot; 19% Cab Franc e 11% Cab Sauvignon, não passa por madeira, 14% de álcool.Chegou aberto, com frutado de cerejas e ameixas, sutil aroma de salumeria, após algum tempo alcaçuz, boa acidez, equilibrado, bom para a gastronomia.
2-Chateau Peyruchet Rouge 2009- Loupiac
Corte de 70% Merlot; 15% Cab Franc e 15% Cab Sauvignon, também ao passa por madeira, 13,5% de álcool, este chegou fechado e só abriu após bons minutos na taça, frutas e casca de laranja se sobressaíram, mais curto em boca.
3- Chateau Bel Air Bordeaux Supérieur 2009.
Corte de 50% Merlot; 25% Cab Franc e 25% Cab Sauvignon, estagia em carvalho, com 13,5% de álcool, frutado, ameixas e algo de chocolate.Também aparece um cítrico leve, equilibrado em boca, taninos ainda presentes, macios, que em nada comprometem, sua boa acidez me leva a crer que seja também bom para harmonizações.
4-Chateau Sauman 2009- Cotes de Bourg
90% Merlot e 10% Cab Sauvignon.Como curiosidade é vinificado cada varietal em separado, em cubas de concreto com temperatura controlada, depois é amadurecido em tonéis de carvalho. O mais alcoólico do painel, com 14,5% , mas que não aparecem, frutas e ligeiro amargor em final de boca.
5-Chateau Haut Pommaréde 2009- Graves
Corte sem quantificação de Merlot; Cab Franc; Cab Sauvignon e Malbec. Também com 13,5% de álcool, chegou fechado, apesar de ter sido aerado em decanter, mas quando abriu explodiu em um leque aromático complexo, torrefação, frutados, toque floral, longo em boca, equilibrado com boa acidez, certo cítrico ao final de boca e com taninos um pouco mais evidentes, indicando sua longevidade, mas que não impedem de ser degustado já.
O mais complexo do painel, e o meu preferido, além de ter sido o escolhido também o da maioria. Belo vinho!
Expand
www.expand.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão