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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Wine Company apresenta vinhos da Viña Perez Cruz


Meninas e meninos,
Quando recebi o convite da minha amiga Denise Cavalcante para em nome da Wine Company e da Ângela, comparecer a um almoço para conhecer um pouco mais da linha de vinhos da Perez Cruz, que seria apresentada pelo seu enólogo Germán Lyon Larraín, em conjunto com seu Export Director Cristián Boke, de imediato assumi o compromisso de lá estar.
Já havia provado seu vinho top, o Quelen.
Aproveitando as condições naturais do Maipo Alto de origem fluvio-glacial, os solos que estão na base da montanha são pedregosos, de excelente drenagem, muito pobres em nutrientes, o que nos permite pensar em uvas de alta qualidade.
De acordo com as condições locais, foram escolhidas as cepas que mais se aclimataram em um total 140 ha: Cab. Sauv (70%); Carmenère (10%); Syrah (5%); Cot (5%) e Petit Verdot (5%) e Merlot (5%).
Tenho dito aos amigos vinhateiros Chilenos e Argentinos, que para mim, a Petit Verdot dentro de alguns anos, será a uva mais emblemática nestes paises, pelo que já temos visto de fantásticos vinhos vinificados com esta cepa, em varietais ou cortes.
A linha Perez Cruz apresenta-se composta do Reserva Cab Sauvignon, os Limited Edition Carmenère, Cot e Syrah, e os Liguai e Quelen.
Confesso que o Perez Cruz Reserva Cabernet Sauvignon me agradou muito, tanto solo como acompanhado de gastronomia.

Pérez Cruz Reserva Cabernet Sauvignon 2007 que levou 90 Pontos Guia Descorchados 2009
Com um corte que pode variar de safra para safra, 92.3% Cabernet Sauvignon; 3.7% Merlot; 2.0% Syrah; 2.0% Carmenere é fermentação em tanques de aço inox, a temperaturas controladas, durante 24 dias e envelhecido em barricas de carvalho por 12 meses, com mais 6 meses em garrafa.
Macio, elegante, com toques herbáceos, frutados e algo floral após abrir um pouco mais. Não mostra no nariz e muito menos em boca os 14,5% de álcool que contém.
Wine Company
http://www.winecompany.com.br/
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O dia em que o Top Chileno esbarrou no Barbera Barricado




Meninas e meninos,
Chamado aos domínios da importadora com letras minúsculas, mas de vinhos maiúsculos, a "abflug", para conhecer o vinho Chaski Petit Verdot 2008, Top da Chilena Perez Cruz, vinho onde a quantidade vinificada foi a de 300 cx de 12 gfs, ou seja, 3600 garrafas, com corte de 95% Petit Verdot e 5% Carmenere e Côt, fiquei sabendo que Chaski era o nome dos antigos mensageiros Incas que habitavam o local, significando a meu ver, uma mensagem subliminar da vinícola, como indicando que as novidades não param de chegar.
O lançamento se dará em Novembro, mas já aviso que o vinho é estupendo, cor rubi ainda escuro, brilhante, com aromas de salumeria( aquele defumado, meio mineral tipo parafina), floral, muitas frutas maduras, que em boca se confirmam, acidez boa, longo e gostoso, equilibrado com taninos e álcool de 14,5%. Após algum tempo em taça aparecem frutas cítricas.
Passa em carvalho de 1º e 2º usos por 14 meses, e eu, em minha modesta opinião deixaria ainda mais uns dois anos em garrafa antes de degustá-lo, creio que ganhará muito com este tempo a mais, já que é um vinho com estrutura para aguentar muitos anos ainda.
Para quem conhece a Perez Cruz, sabe que procuram fazer sempre o melhor, com certeza!


Mas, para não perdermos a viagem, se assim posso dizer, os amigos da "abflug" colocaram na mesa 3 decanteres com vinhos Italianos do Piemonte, da CascinAdelaide(Cascina Adelaide) e são eles:
Barbera D’Alba Vigna Preda; Barbera D’Alba Amabilin e Barolo Cannubi.
O Vigna Preda, 2007, um Barbera Superiore, com 14% de álcool, 12 meses em barricas, aromas frutados e florais, sutil mineral confirmado em boca com as frutas, longo e gostoso.
O Barolo Cannubi 2005, 100% Nebbiolo, 14% de álcool, além dos 24 meses em barricas, passa algum tempo em aço, tempo este que creio seja para descanso antes de engarrafar.
Suas uvas provêm de apenas 0,5 ha e de vinhas com cerca de 40 anos. Sua cor já denota a idade, muito brilhante, aromas frutados e algo mineral, em boca aquela acidez estupenda, confirmando frutas e alguma especiaria, depois de algum tempo abrem-se aromas de pimenta do reino e um toque floral, que talvez seja o adocicado da madeira, que de tão bem integrada não se destaca.
Deixei o outro Barbera para depois porque chegou muito fechado, dei tempo à ele, e depois este me encantou sobremaneira.
Barbera D’Alba Amabilin, 100% Barbera diz o contra-rótulo, mas há rumores, nunca confirmadas pela vinícola, que uma pequena parte de um Barolo fantástico faz o corte deste vinho, será? Não importa muito, já que de toda a sorte, o vinho é espetacular, está pronto para quem gosta de vinhos mais encorpados, e que ainda aguenta uns bons anos de guarda, sem ser aquela pancada de um Barolo.
Muita fruta e especiarias se abrem, o tostado está presente, já que o vinho passa 15 meses em barricas, mas totalmente integrado com o álcool de 14,5%.
Muita fruta madura, geléias, compotas, e especiarias em boca, taninos delicados, mas presentes, ótimo vinho em minha opinião.
Todos os Cascina Adelaide provados, como a maioria dos vinhos Italianos, nasceram para a gastronomia, e enfrentam bem massas com molhos vermelhos e a base de carnes, cordeiro, queijos mais fortes, caças, o Barolo até pelo corpo, gastronomias com trufas devem ficar bem.
Abflug
www.abflug.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão