terça-feira, 12 de junho de 2012

Deliciosas pizzas por uma boa causa



Meninas e meninos,
Segue uma valiosa dica para o mês em curso, onde além de boa gastronomia, no caso as redondas, que permitem ótimas harmonizações com vinhos e cervejas, poderemos ajudar esta associação nobre e que tem resultados práticos fantásticos, sob o comando do Chef David Hertz.
Vejam:
Durante o mês de Junho a Pizzaria Primo Basílico comemora 20 anos com o projeto Pizza das Meninas: um cardápio especial com receitas de grandes chefs que terá lucro totalmente revertido para a Associação Gastromotiva.
Para comemorar seus 20 anos, a Primo Basílico convidou chefs premiadas para desenvolver uma entrada e coberturas especiais para a massa da pizzaria do Jardim Paulistano. Até o dia 5 de julho , as criações das chefs Ana Luiza Trajano (Brasil a Gosto), Bel Coelho (Dui), Carla Pernambuco (Carlota e Las Chicas), Danielle Dahoui (Ruella), Janaína Rueda (Bar da Dona Onça) e Paola Carosella (Arturito) vão passear pelo cardápio da Primo e todo o lucro será revertido para a Gastromotiva, associação que promove a inclusão social por meio da gastronomia com cursos profissionalizantes de cozinha, salão e empreendedorismo gastronômico.
Pizza das Meninas
A entrada do cardápio ficou por conta da chef Ana Luiza Trajano, que criou o queijo coalho com melaço e pesto de cheiro verde (R$ 20). A pizza de Carla Pernambuco leva presunto cru, mussarela especial, figos e pimenta (R$ 60) e a de Paola Carosella, queijo Cacciocavalo, mussarela especial, abobrinha, azeite temperado com pimenta, hortelã e manjericão (R$ 60). A de Bel Coelho combina paio, couve e mussarela (R$ 55); enquanto Janaína Rueda criou uma pizza com lingüiça artesanal, queijo meia cura e salsinha (R$ 55). Danielle Dahoui completa o time com a cobertura de queijo de cabra boursin com presunto cru, tomatinhos, manjericão e rúcula (R$ 60).
Endereço: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1864 / São Paulo -SP
Telefones: (11) (011) 3082-8027 / (11) 3083-6421
Horário de Funcionamento: De segunda à quinta das 18h00 à 00h30/sexta e sábado das 18h00 à 01h30/domingo das 18h00 à 00h30
Valet: R$ 12
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Mais uma variedade da especialíssima cerveja Paulistânia, agora a Vermelha, chega ao mercado.

Meninas e meninos,
Desde que conheci a cerveja Paulistânia, desenvolvida especialmente pela Bier & Wein Importadora, que esta se tornou a cerveja Brasileira que mais me cativa.
Primeiro porque ela é muito próxima de mim, já que conheço todos os envolvidos em sua elaboração, até a fábrica, onde estive em visita técnica.
Depois, porque realmente gosto das Lager(baixa fermentação), aquelas onde os fermentos ficam no fundo do tanque, e por falar nisso, com a devida vênias do mestre cervejeiro Matthias Rembert Reinold, do qual pego emprestado do seu site,a descrição básica dos 3 tipos de fermentação das cervejas.
-Cervejas de alta fermentação: Ale (clara, suave, amarga, Porter, Barley Wine, Stout), Altbier, Kölsh, cervejas especiais (Trappiste, Abbey, Saison), Weizenbier. Na fase de alta fermentação a levedura sobe à superfície. Tipo de levedura: Saccharomyces cerevisiae.
-Cervejas de baixa fermentação: Lager (Pilsener, Dortmunder, Malzbier), Wiener, Märzen, Münchener, Bock, Doppelbock, Rauchbier. A levedura utilizada sedimenta e deposita-se no fundo do tanque. Tipo de levedura: Saccharomyces uvarum.
-Fermentação espontânea: Lambic, Gueuze, Faro. As leveduras selvagens existentes no ar ambiente fornecem a fermentação.
Voltando ao lançamento da Paulistânia, desde a primeira lançada, a versão clara, uma Pale Lager,depois a minha preferida a escura, uma Dunkel Lager, e agora a Vermelha uma Strong Red Lager, fiquei encantado com sua leveza, seu frescor e sua capacidade de harmonização com diversos pratos. “É a realização de um sonho de mais de dez anos. Desde 1993 atuamos no segmento especializado de cervejas e agora tivémos a oportunidade de utilizar todo este conhecimento na elaboração da nossa própria cerveja. O projeto da Paulistânia teve a honra de contar com parceiros entusiastas; foi elaborado realmente com muito carinho e empenho e o resultado, desde já, é motivo de muito orgulho.”, diz Marcelo Stein - diretor da importadora.
Como já é tradição, os rótulos são alusivos à cenas da capital de São Paulo, e desta feita, as fotos foram escolhidas em um concurso de fotografias com o sugestivo nome Seu Olhar Sobre São Paulo.
Gostei da Red, mas ainda fico com o sabor tostado, achocolatado e o amargor da Dunkel.
Nesta data, creio que minha linda amiga Tatiana Spogis já tenha dado à luz seu segundo filho, ao qual desejo toda a luz.
Uma cerveja Belga que vocês têm que degustar, e a Bier & Wein é quem importa, é a deliciosa Coserdonk, uma alta fermentação, produzida com receita original datada de 1395 da Abadia de Corsendonk.
Para saber mais sobre esta magnífica cerveja, consulte
http://www.cervejapaulistania.com.br
Bier & Wein Importadora
http://www.buw.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Confraria del Cava Sant Sadurni nomeia Confrades de Mérito.

Meninas e meninos,
Pela primeira vez no país, organização que reúne os principais produtores de vinho espumante espanhol o Cava, recebe chefs, artistas e empresários em jantar de gala,
com a missão de nomear seus “Confrades de Mérito” e também seu “Confrade de Honra” – título este entregue ao Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
As homenagens fazem parte da “IV Investidura Internacional”, cerimônia realizada durante jantar de gala no hotel Renaissance, dia 31 de maio, em São Paulo.
“Com este ato, a irmandade homenageia o país-sede da próxima edição dos Jogos Olímpicos, em 2016, estabelecendo assim um vínculo com Barcelona, que sediou as competições em 1992”, comentou Pedro Bonet, presidente da Confraria del Cava Sant Sadurní. A iniciativa também teve como motivação o aumento da demanda do espumante catalão na cidade nos últimos meses o que torna a capital paulista um dos mercados emergentes para o Cava.
Os 24 membros da associação visitaram diferentes regiões do Brasil, realizando 4 eventos: dois em São Paulo e outros dois no Rio de Janeiro. Em ambas cidades, as homenagens foram realizadas durante o jantar de gala (dia 31/05 em SP e dia 29/05 no Rio), além de uma jornada técnica com degustação dos Cavas (dia 1°/06 em SP, e dia 28/05 no Rio), com apresentações voltadas para jornalistas, sommeliers, chefs e estudantes de gastronomia. Em São Paulo, os eventos aconteceram no Hotel Renaissance.
Investiduras internacionais
Esta é a 4ª vez que a tradicional cerimônia catalã é realizada no exterior. Antes de Eduardo Paes, outras figuras públicas que receberam o título de “Confrade de Honra” foram: o jogador espanhol de basquete Pau Gasol, em Los Angeles, em 2009, o prestigiado arquiteto Toyo Ito, homenageado no ano de 2010, em Tóquio, e, no mesmo ano, em Nova Iorque, o cardiologista Valentí Fuster, Diretor do Instituto Cardiovascular do Hospital Mount Sinai, também passou a integrar a Confraria.
Formado em enologia pela Universidade de Dijon, na França, Gramona representa a quarta geração de produtores em sua família, trazendo consigo toda a experiência, tradição e conhecimento sobre a produção do Cava.
“A produção de Cava foi iniciada em 1872, em Sant Sadurní d’Anoia, conhecido como berço e capital do Cava. Atualmente, 85% do vinho espumante segue sendo produzido na região, já que as características do solo local favorecem o cultivo da fruta”, comentou Jaume Gramona, vice-presidente da confraria.
Como destacou o enólogo e produtor, o Cava produzido nesta região utilizam o três tipos de uva permitidos: Macabeo, Xarel.lo e Parellada.
Já na degustação pudemos conhecer de perto 18 rótulos diferentes, das marcas Segura Viudas, Juve y Camps, Gramona, Freixenet e Cordoníu.
“Há algum tempo, era comum associarem o Cava às sobremesas. Na verdade, trata-se de um vinho mágico, que combina com qualquer tipo de comida, basta conhecer a bebida e saber harmonizá-la com diferentes pratos”, recomenda Gramona.
Distribuído em mais de 140 países, o vinho espumante Cava vende 200 milhões de garrafas por ano. O mais procurado ainda é o doce, porém o espumante rosé vem ganhando cada vez mais espaço nas taças de alguns apreciadores espanhóis.
Entre os Brasileiros, o Cava ainda tem um vasto caminho a percorrer, mas sua alta qualidade já conquistou muitos admiradores por aqui. “O Brasil é um pais enorme, quase um continente se comparado à Espanha, e possui um invejável potencial de crescimento. Por isso, fazemos questão de trazer nosso produto a este mercado, e temos certeza que conquistaremos os mais exigentes paladares”, concluiu Sr. Pedro Bonet, presidente da Confraria del Cava Sant Sadurní.
Na degustação encontrei um dos Cava que mais me cativa, todas as vezes que o degusto, o Gramona Imperial Gran Reserva, este, safra 2006, e para homenagear o palestrante Jaume Gramona, fica esta a foto do evento.
Outro que não posso deixar de citar é o Juvè & Camps Gran Reserva da Família 2007.
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

terça-feira, 5 de junho de 2012

A Grand Cru trás vinhos da Remhoogte, vinícola Sul Africana.

Meninas e meninos,
Em recente degustação na sede da Grand Cru, pude provar alguns bons vinhos vindos da África do Sul, de uma vinícola com vinhedos em Stellembosch e Simonsberg.
Dos 6 vinhos degustados, dois deles me chamaram a atenção, um branco e um tinto.
Começando pelo branco, o Remhoogte Chenin Blanc 2011 com 14,1% de álcool. Suas uvas são provenientes de pequena área de 2 ha desta variedade, com apenas 4.000 kg/ha de rendimento em Simonsberg, muito equilibrado, floral, mineral marcado, em boca marca frutas, ótima acidez, e aniz, que já percebera no olfato, em boca se mostra. Passagem de cerca de 15% do vinho por barricas durante 7 meses, torna este vinho elegante, sem afetar seu frescor.
Ótimo vinho para ser bebericado solo ou mesmo harmonizado com entradas onde folhas verdes e frutas se misturem, frutos do mar em saladas, até massas com molhos à base de queijo de cabra.
O outro, um tinto é o Remhoogte Estate Blend 2006, com poderosos 14,8% de álcool.
Como o próprio nome já cita, é um blend das variedades Merlot(32%), Shiraz(29%), Cab.Sauvignon(26%) e Pinotage(13%), também de Simonsberg.
Vinho este já mais redondo com a madeira marcada, pois passa cerca de 22 meses em barricas, sendo 80% delas novas, muitas especiarias no olfato e boca, o frutado também, aparece um certo olfato de charcutaria, os taninos presentes e bons ajudam. Vinho correto, equilibrado em acidez, taninos, e que não deixa sentir os quase 15% de álcool.
Bom para gastronomias mais pesadas, uma rabada, ossobuco, um pato, aves de caça como o marreco e a galinha d’Angola, queijos maturados.
Grand Cru
www.grandcru.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

segunda-feira, 4 de junho de 2012

"O primeiro ingrediente que se põe na panela é o amor"Dona Lucinha.



Meninas e meninos,
Com esta citação de Dona Lucinha, começo este texto, que resulta de uma visita a minha querida amiga Chef Elzinha Nunes, filha de Dona Maria Lucia Clementino Nunes, ou como é mais conhecida, Dona Lucinha, em seus restaurantes o Dona Lucinha e o Aneto.
Preservar a história da culinária mineira faz parte do ser de Elzinha, que aprendeu com sua mãe a importância da transmissão do conhecimento, professora que era.
Vocês devem se lembrar da postagem que fiz quando da aula das minhas amigas Guta Chaves e Elzinha, no evento Paladar do ano passado, falando do Fubá Suado , receita que Dona Lucinha servia como merenda escolar no interior do Serro, MG.
A cozinheira Elzinha Nunes, sim, doravante a chamarei de cozinheira, pois é mais fiel à suas origens e descreve melhor a sua vocação e amor ao que faz, nos trás uma cozinha regional mineira, onde o cardápio foi elaborado a partir de uma cuidadosa pesquisa da cultura alimentar de nossa gente. Vale dizer: esta é a cozinha do tempo e da região do ciclo do ouro e do diamante, onde a estória e tradição do preparo se diferenciam, inclusive pelos ingredientes, muitos deles vindos do Serro ou de outras regiões do estado de Minas Gerias.
Muitos dos pratos servidos têm nomes nossos conhecidos, pois São Paulo, recebeu e continua recebendo pessoas de todas as regiões Brasileiras e de vários países, tornando-os de fácil assimilação, mas que por vezes, modificados ou pela falta de conhecimentos ou mesmo pela ausência de produtos similares.
Comer, portanto, um angu feito pela Elzinha, não significa que esteja comendo o angu seu velho conhecido, pois até o fubá de moinho de pedra e com granulometria diferenciada, é outro, e a receita também guarda histórica tradição local.
Assim como o tutu de feijão(leva cachaça), o torresmo, e por ai vamos, a beleza de se conhecer de perto a tradição cultural impressa na cozinha, nos remete ao mundo que apaixonou esta mineira do Serro, seguidora dos ensinamentos de sua mãe, como os dizeres: “O angu se torna rei com os ensopados, caldos e molhos”, a mais pura verdade.
No Dona Lucinha temos duas cozinhas, a mais úmida é a da Fazenda, e a mais seca, a do Tropeiro, isto facilitava seu transporte nas longas viagens de antanho.
Na Cozinha da Fazenda temos cerca de 15 pratos, como rabada com agrião, canjiquinha com costelinha de porco, moela ensopada, angu e assim por diante.
Na Cozinha do Tropeiro, 14 pratos, como feijão rico, tutu de feijão, banana frita, lombo de porco.
Poucos atentam para os pratos servidos à La Carte, pois eu mesmo nunca abri o cardápio, indo direto ao bufê, mas são pratos bem servidos(porção alimenta duas pessoas tranqüilamente).
Pedi de entrada uma Salada Quintal de Minas, com pimenta biquinho, queijo do Serro, tomate, alho crocante, couve picada na hora.
Para prato principal frango com Ora-pro-nóbis, angu, pimenta biquinho, banana da Terra assada, couve, e eu que gosto muito, pedi a farinha de fubá, de moinho de pedra e torrada na banha de porco. Harmonizei estes pratos com uma cachacinha do tonel, vinda do Serro, que faz parte da carta de cachaças com cerca de 100 rótulos.
Vinhos, poucos, mas a carta está sendo mudada e incrementada.
Contar a estória e preservar a história da culinária mineira em geral, e do Serro em particular, faz parte do dia-a-dia de Elzinha, e aconselho aos comensais que se a virem por lá, peçam que ela explique como é a cocção de alguns pratos, que logo a resposta cheia de emoção e poesia virá.
Também serve um menu executivo de terça a sexta, com preços muito interessantes.
A mesa de doces caseiros é de deixar qualquer um alucinado, e como funciona em sistema bufê, pode-se experimentar vários deles.
Não pense que os vegetarianos ficam de fora, só olhando, pois há opções para todos.
Como diz Elzinha, temos “Cozinha com Alma”.
Já no Aneto, o restaurante que fica dentro do Centro Empresarial do Aço, estação Conceição do metrô, Elzinha não destaca somente a culinária mineira, mas como ela mesma diz, faz uma culinária sem bandeira, privilegiando pratos leves.
A cozinha do Aneto, com 600 m2, com os mais modernos e completos utensílios e maquinários, está preparada para atender não só os almoços, como festas, eventos empresariais e bufes fora de lá, com doces e salgados.
Dona Lucinha, a mãe de Elzinha, fará este ano 80 anos dedicados à culinária e à benemerência, pois se dedica ao Instituto Dona Lucinha, onde não basta dar o peixe, mas se ensina a pescar.
Aneto Restaurante
www.aneto.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

domingo, 3 de junho de 2012

DUETO ENOGASTRONÔMICO Brastemp Gourmet - Casa Cor 2012


Meninas e meninos,
Meu querido amigo e Chef dos mais competentes, Eudes Assis e sua premiada gastronomia caiçara, juntamente com os vinhos da Vinea Importadora, selecionados pelo também amigo e jornalista da revista Prazeres da Mesa, Horst Kissmann, em noite de festa, onde o sensorial e lúdico, dos cinco sentidos, voltados todos para o encontro dos vinhos e da gastronomia, presentearam aos atentos observadores presentes no espaço BGourmet, da Casa Cor 2012, com um requintado dueto enogastronômico.

Quando falo ou escrevo sobre a cozinha deste dedicado Chef, que sempre batalhou por mostrar em suas receitas a chamada cozinha típica local, que no seu caso é a do litoral paulista, ou mais comumente denominada caiçara, não tenho como não me entusiasmar e ficar emocionado, por sua gastronomia impecável, mas também pela amizade que desde o primeiro encontro nos uniu.
Caso Eudes não fosse o competente Chef que é, eu aqui falaria do amigo, mas, ele é um autêntico mestre no que faz, o que torna meu texto ainda mais fácil.
Quando me disse tempos atrás que faria com exclusividade um bolinho de Pupunha e o batizaria com o nome do blog deste que escreve, pensei em algo simples que ele faria, mas o link da receita segue aqui, para verificarem a mesma, que também foi mostrada em outra ocasião, na aula em um dos eventos magníficos organizados pela revista Prazeres da Mesa, o Prazeres da Mesa Ao Vivo.
Mas, desta vez, o Eudes mostrou um escondidinho de lulas ao pomodoro acompanhado de purê ao nero di sépia com farofa de pão e castanha do Pará, e esta fina iguaria serviu para que o enófilo e crítico de vinhos Horst Kissmann, selecionasse um Cava Brut Rosado Castillo Perelada, da importadora Vinea Alphaville, para a noite.
O talentoso Chef Eudes Assis, é considerado por críticos, jornalistas e gourmets o melhor Chef de cozinha do mar. Está em alta. Foi eleito em 2010 o Chef revelação da revista Prazeres da Mesa e ganhou premio de melhor restaurante de frutos do mar da revista Veja comer e beber 2010, aos poucos, seu nome vai encontrando uma brecha entre os grandes da gastronomia mundial.

Eudes começou na cozinha menino, aos 15, e de lá pra cá (está com 35), já rodou o mundo: estudou na Cordon Bleu francesa, estagiou nos melhores restaurantes na Europa, e passou três anos cozinhando num iate onde conheceu 23 países.
Eudes Assis já cozinhou com grandes nomes da gastronomia internacional como Alain Ducasse, Daniel Boulud e Ferran Adria.
Ano passado Eudes participou de um livro de gastronomia com Chefs renomados do Michellin, e a foto de seu prato "marmita" participou de uma exposição na Galeria Dupont, em Paris.
Atualmente Eudes Assis é o Chef do Restaurante Vinea Alphaville, onde apresenta pratos da cozinha contemporânea desenvolvidos com seu talento e criatividade. Entre os sucessos do Chef na Vinea, destacam-se os frutos da terra e do mar, mas também encantam as saborosas surpresas com os clássicos que interpreta, com aves, carnes, pastas, risotos. Com 250 rótulos selecionados entre os vinhos top do velho e do novo mundo, a importadora oferece prazerosas combinações para festejar seus pratos.
Na foto, créditos para Luiza Estima, temos? Horst Kissmann; Regina Volpato da Rede TV e Eudes Assis
Receita: Escondidinho de lulas ao Pomodoro com purê ao Nero di Sépia Com farofa de pão gratinado.
Rendimento 4 pessoas
Purê de batatas com Nero di sépia
400 gr de batatas
1 litro de caldo de peixe
50 gr de mateiga
2 envelopes de tinta de lulas
Sal e pimenta do reino a gosto
Modo de preparo:
Cozinhe a batata com o caldo de peixe com o sal até que ficarem macias. Escorra a batata e passe pelo espremedor. Numa panela adicione a batata espremida, a manteiga e a tinta de lula, o sal e pimenta a gosto. Mexa bem até que fique um purê cremoso. Se for necessário mais liquido para dar cremosidade ao purê adicione o caldo de peixe. E reserve.
Lulas ao Pomodoro
300 g de lulas limpas e cortadas em anéis
30 gr cebola média picada
10 gr dente grande de alho picado
30 ml de azeite extra virgem
300 gr g de tomates sem casca e cortados em cubinhos
100 ml de vinho branco seco
1 colher sopa de salsinha picada
1 colher de sopa de manjericão desfolhado
Sal e pimenta a gosto.
Modo de preparo:
Numa panela aquecida refogue a lula junto com a cebola e o alho no azeite, apenas 2 minutos para que a lula se mantenha macia. Retire a lula e reserve. Na mesma panela com os sabores e os aromas da lula acrescente o tomate, o vinho branco, o sal e pimenta a gosto. Deixe ferver até virar um molho. Adicione as lulas refogadas e finalize com a salsinha e as folhas de manjericão.
Farofa de pão
4 fatias de pão de forma picado
2 colheres (sopa) castanha-do-pará, triturada
2 colheres de azeite extra virgem
Sal e pimenta a gosto
Modo de preparo:
Pique o pão de forma grosseiramente e toste com azeite numa frigideira antiaderente, acrescente as castanhas do Pará, o sal e a pimenta do reino.
Montagem:
Numa cumbuca espalhe uma camada fina de purê, coloque o pomodoro de lulas e a outra camada de purê. Cubra com a farofa de pão e gratine no forno até dourar. Decore com um tentáculo de lula, chips de batatas com pó de tinta de lula, tomate cereja e folhas de manjericão.
Extra: Caldo de Peixe:
1 cabeça e espinha de um peixe de 1 kg
2 talos de salsão
1 cebola inteira
3 l de água
Modo de preparo:
Junte todos os ingredientes em uma panela e deixe ferver por 30 minutos.
Para saber mais sobre o chef:
Para saber mais sobre o vinho:
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Com vinhos da Cousiño Macul, a Santar, sua importadora celebra jantar no D.O.M.


Meninas e meninos,
Só de ler o título vários de nós já ficaríamos ávidos pela jornada, e que confesso, foi um sucesso.
Organizada a reunião destes ícones pela competente assessoria da Cristina Neves, o Sr Carlos Cousiño começou apresentante a bodega como sendo a única do século XIX, desde sua fundação por Matias Cousiño no ano de 1856, que continua até hoje, 156 anos depois, nas mãos da mesma família.
Já o Macul agregado ao nome, surge da língua Quéchua, no Valle Del Maipo, onde foi erguida a primeira edificação da bodega.
Para as boas vindas, fomos recebidos com um Sauvignon Gris, que Carlos Cousiño diria depois, que a cepa fora descoberta dentre as muitas variedades plantadas juntas, como era normal na época, porque morriam cedo, e quando foram pesquisadas, viram tratar-se de cepa desta varietal, tendo desde então, tratamento, adequação e renovação de parcelas.
Vinho elegante, bom frescor, aromático, bem equilibrado entre acidez e álcool.
Depois, para o Chibé, cuzcuz e tabule Paraense, veio um Antiguas Reservas Chardonnay, com 14,4% de álcool que não se fazia sentir devido ao bom equilíbrio com a acidez.
Floral, cítricos e algo de amanteigado completam este vinho, onde cerca de 10% passa por barricas.
Para o Consommé de cogumelos com ervas da horta e da floresta, foi servido o Cousiño-Macul Antiguas Reservas C. Sauvignon 2009, com 14,7% de álcool.
Sempre fui admirador deste vinho, que mesmo sendo o de entrada da linha reserva, nunca me desapontou, mostrando-se frutado, algo do tostado da passagem de 12 meses por barricas, acidez ótima.Um belo vinho entra safra, sai safra, e esta safra, a de 2009 foi um das melhores do Chile.
Para um Confit de pato com vinho Madeira, purê de cará e pimenta verde, o excelente Cousiño-Macul Finis Terrae 2008, um corte de 60% C. Sauvignon; 35% Merlot e 5% Syrah.
Maravilhosa mescla, que deu fineza ao vinho, com 14,1% de álcool, muito bem equilibrado com taninos e boa acidez, muita fruta, especiarias, sutil floral, e toques canforados depois de algum tempo. Apesar de termos ainda um vinho que é o ícone da bodega, para mim, foi o campeão da noitada enogastronomica.
Para a costelinha de porco ao Malbec com mandioca, o ícone da bodega o Lota 2007, blend de 90% C. Sauvignon e 10% Merlot. Vinho concebido em sua primeira safra, a de 2004, que seria aberto em 2006 para comemoração dos 150 anos da Cousiño-Macul.
As melhores uvas das melhores parcelas com 90 anos de idade, por isso mesmo com rendimentos baixos, ao redor de 4.000 Kg/ha, são neste vinho utilizadas. São engarrafadas apenas 700 caixas de 12 unidades/ano.
Totalmente manual desde o processo de colheita, a maceração a frio de faz por cerca de 7 dias, seguindo então, separadas pelas cepas, para a fermentação com temperaturas controladas, diferentes para cada variedade.
Desde a malolática, já nas melhores barricas francesas 85% novas, até sua finalização, 18 meses depois, só as barricas que os enólogos consideraram ideais em evolução foram para a garrafa.
Segundo Carlos Cousiño, as plantas são pré-filoxera e as leveduras indígenas.
Muita fruta e especiarias, mentolado, vinho encorpado, untuoso, fácil de agradar e de beber.Com 14,3% de álcool e taninos presentes, macios, equilibrados com boa acidez, faz desse vinho ótimo acompanhamento para pratos mais gorduroso e fortes, como rabadas, ensopados aromáticos com caças, e queijos.
Para o tradicional Aligot(purê de batatas com queijo minas padrão e queijo Gruyère), para meu gosto, os que mais harmonizaram foram entre os brancos o Sauvignon Gris, e o belo Finis Terrae.
Santar
www.santar.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão