terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O espocar do Champagne é correto?


Meninas e meninos,
Publico este post para ao mesmo tempo em que darei minha opinião sobre este tema polêmico, saudar a todos vocês que me acompanharam em 2009, esperando que continuem em 2010 me dando este prazer.
Tenham paz, saúde e prosperidade neste ano que começa daqui há alguns poucos dias, comemorem com a justa medida do bom senso, com alegria e responsabilidade.
Bem, todos os que gostam de vinhos, em especial dos espumantes, já ouviram falar que o espocar da rolha, com estardalhaço e quase sempre com o jorrar do líquido devido ao gás, é de mau gosto e errado.
Mas em ocasiões festivas não pode? Alguns renomados e conceituados enófilos acreditam que sim.
Mas eu vejo que nem tudo o que se vê fazer com os espumantes em comemorações, quase sempre esportivas, é correto, é mais uma liturgia do que qualquer outra coisa. Se quiserem espocar seu espumante, bem o façam, mas saibam que não é justo e nem correto este ato para com o produtor e enólogo, que perderam um tempo grande justamente para com todo o zelo, guardar na garrafa este gás precioso que dá vivacidade e alegria ao vinho, e que se perde em boa parte quando se abre de qualquer maneira.
Há quem defenda que nestas ocasiões festivas o espocar não é condenável, mas eu, sou da opinião que o que está certo, o estará sempre, em qualquer ocasião, e o que não está, ou é considerado errado, ou quando muito, meio certo!
Polêmicas à parte, que não é minha intenção, o que custa aos consumidores de espumantes, abrirem-no sempre da maneira elegante e correta?
Diz a lenda que o espocar do Champagne, foi incorporado desde a época de ouro nos EUA, quando nos salões mais chics, o barulho do estourar das rolhas, mostrava o poder econômico de quem os servia na mesa, justamente chamando a atenção dos outros.
Coisa muito semelhante é hoje praticada nas boites mais caras e exclusivas, quando o Champagne é apresentado em séqüito de garçons, com velas incendiárias e música próprias.
Ser elegante sempre é de bom tom, não se pode negar!
Nestas festas, degustem seu espumante preferido, vejam que sempre uso o termo degustar e não beber, pois a diferença é que na degustação, todos os sentidos, como o tato, visão, olfato, paladar e audição estão em alerta, de prontidão, não é só deglutir.
Feliz Ano de 2010
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

9 comentários:

sergio disse...

Como sommelier digo que o barulho (espocar) da rolha só se justifica quando o salao está vazio e vc quer vender mais espumantes.

Aí, como se fosse um deslize, deixa-se a rolha fazer mais barulho, seguido de um pequeno pedido de desculpas de mentirinha do sommelier/maitre.

Todas as mesas ao redor perceberao e é uma oportunidade de vendermos mais algumas garrafas de espuamnte.

Álvaro Cézar Galvão disse...

Sérgio, obrigado pela interatividade.
O que você comenta só vem corroborar o que eu disse sobre a "festa" em torno do Champagne, que é feita muitas vezes de modo abusivo, mas com a intenção de mostrar e vender.
Quando o salão está vazio e após o "descuido" se pede desculpas, confirma que o correto é não espocar o espumante ou Champagne, mas o vinho é business certo?
Abraços de luz em 2010

Heloise Shirley Negrão Fazzio disse...

Desculpe-me, mas discordarei dos nobres cavalheiros.

Obs: Um brinde feito ao selamento de uma união amorosa...pede evocações d’alma!
E nesse caso em especial, “o espocar do espumante ou champagne” há de ser considerado como uma de suas expressões.

E o salão de preferência “vazio” mas com uma orquestra de fundo...rsrsrs convidando o casal a dançar uma música romântica...

Heloise

Apenas uma dama

Álvaro Cézar Galvão disse...

Heloise,
Concordar ou discordar quando se fala em vinhos, só tem significado stricto senso, mas continuo com a obrigação de mencionar os fatos.
Beijos de Champagne

Heloise Shirley Negrão Fazzio disse...

Álvaro,
Agora eu concordo.
Então você fica com os fatos...e eu com os sonhos!

Rsrsrs

Álvaro Cézar Galvão disse...

Heloise, Sonhar é um fato....
Beijos factuais de muita luz e sonhos coloridos em 2010
Álvaro Cézar Galvão

sergio disse...

Hehehe! E eu concordarei com os amigos!

Heloise tb acho q numa comemoracao nao ha regras! Coisa chata ne? Temos q festejar! Mas num jantar - ainda mais se for romantico - o barulho fica meio esbobe ne? Sem falar q nosso gas indo embkra nao embalara as belas borbulhas!

Abx colegas!

Heloise Shirley Negrão Fazzio disse...

Sergio, você está correto quando refere-se ao jantar. Mas eu pensei logo na troca de alianças e esqueci da comida...

Rsrsrs!!!

Obs: Já que o Álvaro me "disse" que sonhar é um fato! então que tal vocês contribuirem e "falarem" qual seria a forma ideal para que eu pudesse comemorar um noivado e sem o espocar do espumante ou champagne? Ah e Considerem o meu desejo revelado acima...rsrsrs

>>Poderiam fazer isso e dentro do contexto já citado?

Obrigada senhores.

>> Não precisa fechar a casa, tá? mas faço questão da orquestra...


Heloise

Álvaro Cézar Galvão disse...

Heloise, sonhar é um fato e ai está a reposta à sua dúvida.
Champagne ou espumante,com espocar ou sem, com gas ou sem, cerveja ou whisky, vinho ou água, o que importa?
Não é o fato sonhado do noivado que conta?.
Se estiver em uma noite de chuva tenebrosa com raios e trovões e sem energia, vai mudar o fato sonhado do momento belo da troca de alinaças?
Não vai, te afirmo, pois este é um fato da alma!
Beba com gosto o que gosta e como gosta, e deguste o que bebe de fato!
Beijos de sonhos 2010
Álvaro Cézar Galvão