segunda-feira, 19 de março de 2012

Vamos falar de preços?



Meninas e meninos,
Proteger mercado, dificultar a entrada deste ou daquele produto, taxar em demasia, tudo se resume em ganância e incompetência, de quem taxa e de quem não consegue competir.
Em Vancouver tenho visto de tudo com relação aos preços, falando de vinhos, outro dia, paguei por uma taça o equivalente ao preço da garrafa do mesmo vinho, quando comprada em loja. Fiquei espantado ao descobrir, pois não é o usual.
Mas, também, por outro lado, vejo nas lojas, e dou como exemplo uma vinícola aqui muito conhecida, a Gray Monk, com 50 anos de atividades, fazendo parte do topo das 20 melhores vinícolas Canadenses, e custando U$14,99 mais taxas...
Vejo por outro lado, os importados, como os muito nossos conhecidos, o Don Melchor, safra 2008, custando U$ 99,95, ou um Don Maximiano da Errazuriz custando U$ 114,95.
Posso lembra-los que para eles que ganham em U$, equivaleriam estes preços aos nossos em reais, dentro do Brasil, ganhando em R$.
Exemplificando, já pensaram que poderíamos pagar no Brasil, desde os nacionais, sendo um top 20 a R$ 14,99, até os importados, e no nosso caso, sem taxas de importação por serem Chilenos, os exemplos acima do Don Melchor e Don Maximiano a R$ 99,95 e R$ 114,95 respectivamente?
Seria um sonho pensar que um dia lá chegaremos, ou continuamos com a ganância e incompetência?
Preciso falar ou escrever mais?
Chega de perguntas, que o texto está ficando cheio de interrogações...
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

domingo, 18 de março de 2012

Gastronomia e vinhos em Vancouver



Meninas e meninos,Meninas e meninos,
Quando me proponho a conhecer novas fronteiras, sempre penso nas particularidades, nas coisas novas, pois estas são as diferenças entre as culturas.
No caso dos vinhos tenho degustado alguns locais, e até agora, todos de Okanagan Valley, como o Inniskillin Pinot Blanc do almoço no Steam Works Brewing Co, que apesar de cervejaria, ataquei mesmo de vinho, e paguei pela taça o mesmo de uma garrafa na loja(descobri que não é só no Brasil que isto acontece).
13% de álcool, com floral acentuado e certo mineral logo de pronto.
As frutas só abrem depois de algum tempo, mostra especiarias em boca, como o anis.
Acidez média, tornando-o perigoso quando esquenta em taça.
Harmonizei-o com um black salmão e salada de folhas, e como o salmão era grelhado, sem molho, o vinho encarou bem, mas se as folhas estivessem nadando em algum molho, como já vi por aqui, creio que a falta de acidez estragaria o casamento.
Já para o jantar, duas boas surpresas, a primeira me fez lembrar de dois queridos amigos.
Do dublê de jornalista esportivo, crítico de ópera(quando o conheci) e chef de cozinha Silvio Lancellotti.
O segundo, o mestre chef de cozinha e showman da comunicação e marketing, responsável por ter levado o nome do Brasil aos centros gastronômicos mundiais, o Jorge Monti.
Lembrei-me dos dois, pela segunda razão, os pratos em destaque no cardápio do Don Francesco, sob o título de WILD GAME DINING EXPERIENCE, porque há tempos idos, o primeiro javali que comi em São Paulo foi no restaurante do Jorge, o Refúgio Del Viejo Conde, no Itaim Bibi, especializado em caças, e levado pelo Silvio.
Porque digo isso? É que ao jantar no Don Francesco, belo restaurante de tendência italiana (o Don Francesco é Siciliano como o Silvio) entrei fundo nas caças, e pedi um peito de faisão, PETTO DI FAGIANO FARCITO A LA TOSCANA(aqui se vê a globalização dos italianos), recheado com panceta, cogumelos, marinado em vinho madeira, com fettuccini ao cream cheese e açafrão, e um belo FILETTO DI CINGHIALE AGRO DOLCE, javali ao molho de frutas vermelhas, marinado com vinho e ravióli na manteiga.
Para beber, arrisquei um Hester Creek Reserve Block 1 Cabernet Franc 2009 de Okanagan Valley com 14% de álcool.
Pela uva, pensava na acidez e frutas, para as carnes e molhos, e o álcool para combater as massas, o queijo.
Com sua expressão frutada para os molhos dos pratos e as caças, e não deu outra, casou muito bem.
Vinho elegante, o melhor que até aqui degustei, muita fruta e especiarias não paravam de aparecer, toque de eucalipto, de especiarias como cravo, canela e noz moscada(creio que da madeira que em primeiro momento apareciam mais no olfato e não consegui saber quanto tempo em barril e qual madeira), acidez como pensava, muito boa, equilibrando com o álcool potente, e taninos bem resolvidos fechavam o descritivo.
Até um abacaxi em calda ao final da garrafa apareceu na taça.
Fica a dica para quem estiver em Vancouver, procurar o Don Francesco.
Como ainda não consegui dominar a diferença de fuso horário(é a primeira vez que me acontece), quando a internet do hotel permite, tenho postado, ao menos tenho feito os relatos às 2:00 hs da manhã locais, 6:00 no Brasil, horário que acordo espontaneamente...
Até o próximo brinde!

Álvaro Cezar Galvão

sábado, 17 de março de 2012

Mercovino apresenta novos vinhos franceses de seu catálogo


Meninas e meninos,
Em uma degustação onde bons vinhos franceses são mostrados, com a competência de sempre do amigo Jorge Lucki, não podia esperar outra coisa que não surpresas agradáveis.
Começo por uma delas que foi encontrar meu amigo, sommelier dos bons, daqueles tradicionais, estudioso, preocupado em garimpar coisas novas para sugerir aos clientes, o Sebastião Martins, o querido Tom, do La Casserole e da En Primeur, nova importadora.
Degustamos 6 vinhos tranqüilos e um fortificado que foram:
-De Bordeaux os Chateaux David 2008-Cru Borgeois e o Corbin Michotte AOC Grand Cru Classe 2005, um Saint Emilion fantástico.
-Languedoc- Domaine Pierre Gaillard e o Faugeres Rouge Parole de Berger 2008, 80% Syrah e 20% Grenache, frutado, lácteo, especiarias, vindo de vinhedos com altitude, parte em encostas, onde vinifica as parcelas separadas, sendo as de encosta estagiando em barricas, com 25% delas novas por 12 meses, e as demais em inox, conservando a pureza da fruta
-Côte Rôtie 2008 Domaine Pierre Gaillard, 90% Syrah e 10% Viognier, de uma mesma parcela, e vinificadas juntas, passando 18 meses em barricas sedo 50% novas, com muito frescor, pimenta do reino, certo floral, algo de eucalipto, vinho complexo, e elegante, bom para gastronomia devido aos taninos e acidez marcados.
-Rôhne os Domaine Duseigneur Laudun 2005 um Village do Pierre Faure-Brac, considerado um dos melhores enólogos do mundo, com 60% Grenache e 40% Syrah, onde a Grenache estagia em tanques de cimento enterrados e a Syrah 12 meses em barricas, e o fantástico, e para mim o melhor do painel, com a melhor relação preço X qualidade, o Domaine Saint Jean du Barroux, um Cote de Ventoux biodinâmico, o L’Argile 2006, que leva um corte com 75% Grenache( tanques de cimento enterrados); 15% Syrah, e 5% Carignan e 5% para Cinsault.
Não passa em madeira, apresenta frutas maduras com certo dulçor, sutil canforado e floral no olfato, confirma em boca as frutas maduras, quase em compota ou geléia, especiarias como canela, cravo e sutil anis, ótima acidez, com taninos presentes, bons, chamando a atenção para a gastronomia e o equilíbrio com os 15% de álcool. Longo, deixando retrolfato de especiarias.ótimo vinho pelos R$117,00.
Para completar, do Roussillion, um Faugères Banyuls Cirera 2007 do Domaine Pierre Gaillard muito bom, equilibrado com seus 100g/l de açúcar residual e 17% de álcool.
Mercovino
www.mercovino.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

sexta-feira, 16 de março de 2012

Restaurante Cin Cin em Vancouver, com Steak, Barbera, Grappa e o vinho do amigo Tommasi.



Meninas e meninos,
Depois de sair de São Paulo no vôo das 20 hs, horário Brasileiro, para Toronto-Canadá, e chegar as 10 hs do dia seguinte, horário Canadense, em Vacouver, e ter ficado voando 16hs, sim, pois em Vancouver, temos agora com a entrada do horário de verão, apesar de quase primavera, 5 horas a menos, ou seja: 11 horas de vôo até Toronto, e mais 5 horas até Vancouver, comendo mal, desajeitado e cheio de câimbras, degustei junto com um belo almoço o Barbera D’Asti Michele Chiarlo Superiore 2009, que acompanhou muito bem um steak com salada de rúcula, tomates cereja e queijo pecorino em lascas.
Pedi o Barbera Superiore justamente para ter a fruta e o álcool com o grelhado, o ácido da salada com a acidez do vinho. Ficou muito bom, e mesmo que não ficasse, só de sentar em um ambiente agradável, comer uma boa refeição, bem feita e com artigos de primeira, e degustar o vinho sem a sensação de estar se equilibrando em pernas de pau, sentado com uma mini-bandeja e talheres de plástico, foi bárbaro.
O Restaurante o Cin Cin, um wood fire italian cucina como se autodenomina, é de muito bom gosto, mesas, bar, adega, forno a lenha e grelha.
Completam o ambiente baixelas finas, toalhas e guardanapos de linho, isto sem falar que o restaurant director é o Ricardo Ferreira, um português nascido em Lisboa, pode tamanha globalização?
Taças adequadas, bons preços, para a gastronomia e vinhos, o Barbera U$ 40,00, o steak U$28,00 e finalizando uma grappa, U$9,00 a taça, muito boa, dentre as mais de 15 opções, dentre elas minhas favoritas, as Nonino, mas escolhi a Libarna Moscato, ótima por sinal.
Já vi que meu médico vais ficar “desacorçoado” comigo, como diriam os mineiros, pois vinhos e Grappa logo de cara...
Não podia deixar de dizer, que depois do problema com meu laptop às vésperas desta viagem, em virtude das várias e sucessivas vezes em que a energia tem sido cortada em minha região, e por causa disso também, pela minha falta à degustação já acertada e combinada para a revista Go Where, organizada pelo meu amigo Tommasi, só para provar como eu senti não ter podido estar no compromisso, segue a foto do vinho para mim nunca antes degustado, que quase pedi, mas em virtude dos pratos escolhidos, achei melhor pedir o Barbera do Michele Chiarlo, já meu conhecido.
Restaurante Cin Cin
www.cincin.net
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

quinta-feira, 15 de março de 2012

Denominación de Origen Toro faz degustação importante em São Paulo.

Meninas e meninos,
Depois de ficar sem laptop ontem devido às falhas da Eletropaulo, antes de viajar ao Canadá para onde saio daqui há algumas horas, não podia deixar de comentar sobre esta degustação.
Primorosa no aspecto vinhos, pois Toro já não apresenta os vinhos rústicos e desequilibrados em madeira de outrora.
Conserva suas particularidades, muito bem expostas pelo amigo Marcelo Copello, que conduziu uma degustação comentada para nós, jornalistas e experts nos vinhos, em conjunto com Amâncio Moyano, presidente do conselho D. Origen Toro.
Foram 13 amostras que muito agradaram, todas com a uva Tinta de Toro, parente da Tempranillo, uva autóctone da região, que segundo reza a estória, os romanos no ano de 210 a.C, sendo uma das poucas cepas que resistiu à filoxera.
Mas aqui vão alguns destaques meus:
-Monte Toro Selección 2009 da Bodega Ramon Ramos,
Elegante, floral e com aromas de frutas, lembrando bananada, boa acidez e equilíbrio entre álcool de 14% e taninos.
-Elias Mora Crianza 2008 da Bodega Elias Mora, aromas mais animais, tostados, com pimenta e frutas, equilíbrio entre taninos e acidez muito bom. Gostei muito deste vinho, faz meu jeitão de vinho!
-Liberalia Cuatro 2007, da Adega Liberalia, mais mineral e cânfora no olfato, sem perder as frutas.
Piedra Platino Selección 2004, da Piedra Bodega Y Viñedos, sua cor não mostra a idade, frutado exuberante, animal e sutil especiarias, também algo lembrando embutidos.Em boca confirma o nariz, equilibrado, ainda com taninos presentes e boa acidez.Álcool 14%.Foi meu segundo vinho do painel.
-O vinho que elegi foi o Gran Colegiata Campus 2006 da Bodegas Fariña.
Vinho feito com vinhas de 50 a 140 anos de idade.
Fermenta em inox, e vai para tonéis de carvalho onde faz a malolática.Permanece por 15 meses em barris de carvalho francês novos.
Frutas maduras no olfato, tostados, café, especiarias, hortelã, em boca confirma o olfato em frutas maduras e doces, especiarias, acidez impecável e muito equilíbrio entre esta e os taninos e álcool de 14%. Longo, encorpado, ótimo para gastronomia, pensei logo em cordeiro, galinha D’angola, uma fabada Asturiana, uma bela rabada.Eu não parava de pensar em comida...
Parabéns aos organizadores, dentre eles a linda amiga da Vindima Wine Consulting Patricia Nudelman, aos amigos da Baco Multimídia Marcelo Copello, Marco Merguizo e Sergio Queiroz, e à Denominación de Origen Toro, com todos os produtores envolvidos representados por Amâncio Moyano.
Bodegas Fariña
www.bodegasfarina.com
Denominación de Origen Toro
www.dotoro.com
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

terça-feira, 13 de março de 2012

Degustação comentada de vinhos do Porto Poças

Meninas e meninos,
Degustar vinhos, sempre digo, é muito melhor quando na companhia de quem os vinifica, pois algumas nuances próprias de cada vinho e vinícola, podem ser esclarecidas no ato.
Sou fã dos vinhos do Porto, em especial os Tawny e os Brancos com idade, mas os vinhos da Manoel D. Poças Jr, que conheço há muito, são todos muito bons.
Em degustação promovida pela Brown-Forman Brasil, a importadora que está trazendo a gama de vinhos Poças, e onde hoje a linda amiga Elaine Pires gerencia o marketing de vinhos, assessoradas pelas eficientes e lindas meninas da CH2A, e com a presença do amigo Carlos Cabral que sempre que o assunto é vinho do Porto, é indispensável, o enólogo da casa Poças, Jorge Manuel Pintão, comentou um por um dos seus vinhos.
Começamos com o Portonic, o coquetel feito com vinho do Porto Branco, Água Tônica, gelo, e fatias de limão, que ajudou a refrescar a tarde de calor.
Logo fomos ao Poças White, o mesmo do Portonic, vinho muito equilibrado e gostoso, que deve ser degustado, segundo Jorge, ao redor dos 10ºC, seu preço sugerido, R$46,90.
Logo a seguir o Poças Tawny, o Tawny de entrada, que passa por 3 anos em madeira, muito agradável em aromas e paladar, devendo ser degustado ao redor dos 14º C, seu preço sugerido, R$46,90.
O Poças Ruby veio logo a seguir, com um sutil floral nos aromas e também lembrando frutas cítrica no paladar, além da frutas vermelhas maduras, seu preço sugerido, R$46,90.
Daqui em frente as coisas foram ficando muito mais sérias e de difícil escolha, de qual seria o melhor, pois o 10Years Old Tawny já veio agradando em aromas e paladar.
Envelhecido na média 10 anos em madeira, sua cor mais “aloirada” brilhante e límpida já nos mostrava que junto aos aromas e paladar, seria perfeito com a doçaria conventual portuguesa, que o Jorge mais tarde mencionou para harmonização.Vinho espetacular, muito equilibrado e gostoso, seu preço sugerido, R$99,00.
Ao Late Bottled Vintage 2006, devo me prolongar na descrição, pois este vinho, e como já havia dito sou mais os Tawny, me agradou sobremaneira.
Aromas exuberantes, com floral, frutas bem maduras, daquelas de fundo de tacho dos doces, confirmadas em boca, além de sutil mineral, talvez em virtude das vinhas mais velhas de onde provém o corte.
Taninos presentes denotando que o vinho ainda irá agüentar em garrafa por muitos anos.
Idade das vinhas de 40 a 60 anos, com corte de Tourigas Nacional e Franca e Tintas Roriz, Barroca e Tinto Cão, é fantástico o equilibrio entre acidez e álcool.
Pela regra do jogo, os LBV são engarrafados não antes de 4 a 6 anos, são vinificados de uma só colheita, e esta claro, tem que ser excepcional, para depois ser engarrafado. No LBV Poças, após 5 anos em madeira, foi para a garrafa, portanto seu tempo no casco de vidro é de pouco mais de 1 ano, seu preço sugerido, R$71,00, até nisto, sua relação preço X qualidade é ótima!
Gostaria de provar este vinho daqui uns 3 a 4 anos...
Fechando a linha, o Vintage 2007, rico, aromático, encorpado, ainda jovem, taninos presentes, mas sem agredir.
Após algum tempo em taça, aparecem nuances de cânfora, talvez em virtude das vinhas velhas de onde é proveniente o corte, seu preço sugerido, R$250,00.
Brown-Forman Brasil
www.b-f.com
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

segunda-feira, 12 de março de 2012

Union Des Grands Crus de Bordeaux


Meninas e meninos,
Muito já se postou sobre este mega evento, no qual, com a participação de cerca de 80Chateaux, de 13 denominações consagradas de Bordeuax, tivemos a oportunidade de degustar jóias preciosas da safra 2009.
Mas, quero abordar um pouco além da relevância da mostra, focando na parte técnica da degustação, senão vejamos:
Uma degustação onde tenhamos uma quantidade muito grande de amostras, e todas com ótima qualidade, acaba por dificultar nosso entendimento comparativo das diversas denominações, pois apesar de divididas por estas, os vinhos tecnicamente muito superiores, nos davam a impressão que só poderíamos distingui-los no mais antigo dos conceitos, o “gosto mais deste”, “pessoalmente prefiro este”.
Falo por mim, e pelo que escutei na mostra, o que não quer dizer que outros assim pensem, ou que o evento não tenha sido válido, absolutamente.
Mas, pela minha ótica, perdi uma ótima chance de comparar, numa mesma safra as sutilezas, ou quiçá nem tanto, que diferenciam os diversos produtores das diferentes denominações.
Há quem tenha dito que só pelas casas ali representadas, já valia a pena, mas não quero pensar em degustar ícones sem entende-los, degustar e gostar dos rótulos que outros gostem, mesmo que saiba de suas qualidades.
Creio que o dever de quem tem a responsabilidade de escrever sobre o assunto, tenha que ter mais profundidade.
Por minha humilde opinião, teria reduzido em muito as amostras, ou mesmo teria feito o que alguns importadores fizeram, aproveitando-se da visitas dos ilustres representantes dos Chateuax, degustações onde foram mostrados os rótulos por elas trazidos, em local menor, sentados e com conforto maior para quem quisesse fazer suas anotações, com as taças em sua frente, compararmos cores, aromas e sabores, sua evolução na taça, e quem de nós não aproveitaria ao máximo esta oportunidade?
Fiz este relato por amor ao vinho, e total desprezo pelo desperdício de produtos da maior qualidade, além da competência e seriedade dos produtores.
Vamos aos vinhos, que classifiquei como os que mais gostei, levando em conta um comparativo mínimo do que melhor se encaixava no meu paladar de apreciador, sem me importar com o tamanho e importância da vinícola.
Dos brancos todos, Pessac-Léognan- o Chateau Latour-Martillac.
Sauternes- o Chateau Doisy Daëne.
Saint-Émilion- o Chateau Ângelus.
Pomerol- o Chateau Clinet, um dos melhores da mostra, a meu ver, e Chateau Conseillant.
Margaux- quase empatados, com ligeira vantagem para o Chateau DAUZAC e o Chateau Du Tertre, devo considerar o DAUZAC como meu preferido dentre os preferidos.
Saint Julien- o Chateau Beychevelle.
Volto a dizer que todos os outros, e foram muitos os provados, estavam magníficos, em todas as denominações presentes, e estas eram: Pessac-Léognan; Graves; Saint-Emilion Grand Cru; Pomerol; Listrac-Médoc; Haut-Médoc; Médoc; Margaux; Saint-Julien; Pauillac; Saint-Estèphe; Sauternes et Barsac
Gostaria de deixar meus agradecimentos pelo convite a tão importante evento, que tem na pessoa de Sylvie Cazes, presidente da UGCB, seu representante no Brasil
UNION DES GRANDS CRUS DE BORDEAUX / Informações aos profissionais
Caroline Putnoki, Correspondente da SOPEXA no Brasil
Caroline.putnoki@cap-amazon.com
e às lindas amigas da Lucia Paes de Barros Assessoria de Comunicação,
www.luciapaesdebarros.com.br
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão