quinta-feira, 20 de maio de 2010

Zahil mostra novidades da Borgonha dos produtores Roux Père et Fils e Jean-Marc Brocard

Meninas e meninos,
Quem não sonha em participar de uma degustação destas com excelentes vinhos da Borgonha, não pode ser um verdadeiro enófilo.
Espantados com a afirmação tão firme, para quem sempre diz, como eu, que o que importa mesmo é o gosto pessoal?
Explico: Borgonha, símbolo de tradição em elegância e fineza de seus vinhos, a ela tem que ser dada a chance de se mostrar aos olhos, narizes e paladares, nem que seja ao menos uma vez na vida.
Muito mais, quando temos uma importadora que prima pela qualidade de seus vinhos catalogados, como é o caso da Zahil, onde todos da equipe, sem exceção, trabalham arduamente para garimpar as melhores safras, dos melhores produtores e com preços bastante competitivos, mostrando de forma absolutamente adequada seus Borgonhas recém chegados.
Degustei várias pérolas e dentre os brancos, o Domaine Sainte Claire Chabils, de Jean-Marc Brocard, que segue a tradição da casa de mostrar seus Chabils sem madeira, e que grande parte dos vinhedos são de trato biodinâmico, se mostra com todo o esplendor que a Chardonnay expressa neste terroir, além é claro do Les Preuses Chabils Grand Cru, que utiliza vinhas de 30 anos.
Outro Chardonnay muito agradável é o Bourgogne Chardonnay da Roux Pére et Fils.
Mas para mim, não teve outro que mais me impressionou ao nariz, no paladar e elegância que o Saint Aubin 2008 da Roux Père et Fils, simplesmente divino. Mineral sem excessos, floral e cítrico na medida, com corpo e álcool integrados, faz deste branco uma agradável companhia para a gastronomia. De imediato me veio um fresco prato de mariscos, ou mesmo uma massa com vongole ou lulas, sem molhos extravagantes para não empanar o brilho do vinho, não que seus 13% de álcool não possam acompanhar pratos mais suculentos ou a base de molhos brancos, por exemplo.
Quanto aos tintos, o bom Bourgogne Pinot Noir e o Gevrey Chambertin da Roux se mostraram ótimas escolhas, além do Chambole Musigny Les Charmes 1er Cru, que dispensa comentários.
Como sempre digo, somos um país com clima adequado aos brancos, então dê-se esta chance, e una-se aos grandes brancos da Borgonha, e de outros países e terroirs também, é claro!
Zahil
http://www.zahil.com.br/
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

6 comentários:

Caren disse...

Álvaro!
Parabéns pelo excelente conteúdo do teu blog, sempre informativo. Às vezes nos faz sonhar um pouquinho mais alto, como com essa descrição dos vinhos da Borgonha... Também aprecio muito bons brancos.
Abraços

Álvaro Cézar Galvão disse...

Caren, que ótimo encontrar pessoas como você que apreciam brancos: é tão difícil encontrá-las...
Minha maneira de escrever e descrever os vinhos e sensações espero e quero que sejam o mais próximas possível, daqueles que não tenham tanta experiência como esta bebida dos Deuses. Por isso não coloco preços como todos os outros, acho que é uma "faca de dois gumes", pois o que é barato para uns, tanto no que concerne ao poder aquisitivo, como pela experiência de saber que determinados vinhos são realmente mais caros, talvez não o sejam para os outros, e podem mascarar a vontade e inibir o desejo da experimentação, que é sem dúvida, o mais importante.O que eu gosto, não é necessariamente o que devem gostar os outros, e vice-versa.
Obrigado por seguir este humilde servidor e experimentador.Também tenho minhas preferências, e nem sempre os preços me atraem.
Abraços de luz e calor
Álvaro Cézar Galvão

Evandro disse...

Oi Alvaro,

Ano passado estive na Borgonha, conheci alguns produtores que chamamos de garagem. Fiquei na linda e pacata Grevey Chambertin, para mim o lugar mais chamoso da borgonha. Em casa tenho um Chambolle Musigny Les Charnes 1er Cru, o produtor é Oliver Guyot, estive nesta vinícola. Deste mesmo produtor tenho um Grand Cru, haja coragem para abrir... rsrs
Se tiver curiosidade dá uma olhada no post que escrevi sobre esta viagem.
http://www.enoblogs.com.br/franca-borgonha-uma-viagem-inesquecivel-ao-berco-da-pinot-noir-ii/67104

Gostaria de mais uma vez te dar os parabéns pela forma com que escreve!

Um grande abraço,
Evandro
http://confraria2panas.sosblog.com/

Álvaro Cézar Galvão disse...

Evandro, quem sempre agradece sou eu.
Procuro simplificar ao máximo o que tenho para dizer dos vinhos, pois já é bem difícil no Brasil bebermos ao redor de poucos
2litros/hab/ano, imagine se sofisticamos e colocamos o vinho em pedestais.
Vou olhar seu blog, claro.
Abraços de luz
Álvaro Cézar Galvão

Eugênio Oliveira disse...

Caro Álvaro, por ter uma preferência por brancos, fico feliz ao ver uma postagem sobre eles. Ainda não tomei esses vinhos, mas para entrarem no portfolio da Zahil, devem ter passado pelo crivo do grande Jorge Lucki, o que já é uma ótima referência.

Um abraço.

Eugênio.

Álvaro Cézar Galvão disse...

Eugênio, é a mais pura verdade.
Assim como quem não quer nada, só para lembrar, o Lucki também é engenheiro!
Abraços de luz
Álvaro Cézar Galvão